Glossário financeiro

Glossário financeiro: principais termos do mercado explicados de forma simples

Glossário financeiro completo com os principais termos do mercado explicados de forma simples para quem está começando a investir.

Quem está começando a investir costuma esbarrar em um problema comum: não entender a linguagem do mercado financeiro.

Siglas, expressões e conceitos aparecem em notícias, relatórios e conversas, mas raramente são explicados de forma clara.

Este glossário financeiro reúne os principais termos utilizados no mercado, com definições simples e exemplos práticos. Ele foi pensado especialmente para quem ainda não investe ou está dando os primeiros passos e quer entender, de fato, o que cada palavra significa.

Termos básicos do mercado financeiro

Ativo

É tudo aquilo que pode gerar valor financeiro no futuro.

👉 Exemplo: ações, fundos, imóveis e títulos públicos são considerados ativos.

Perfil de investidor

Representa o nível de tolerância ao risco de cada pessoa.

👉 Exemplo: um investidor conservador prioriza segurança, enquanto o arrojado aceita mais risco.

Renda fixa

Tipo de investimento em que as regras de remuneração são definidas no momento da aplicação.

👉 Exemplo: CDBs e Tesouro Direto fazem parte da renda fixa.

Renda variável

Investimentos cujo retorno não é previsível e varia conforme o mercado.

👉 Exemplo: ações e fundos imobiliários.

Carteira de investimentos

Conjunto de todos os investimentos de uma pessoa.

👉 Exemplo: uma carteira pode ter renda fixa, ações e fundos ao mesmo tempo.

Taxas e indicadores econômicos

CDI

Taxa usada como referência para diversos investimentos de renda fixa.

👉 Exemplo: um investimento que rende 100% do CDI acompanha essa taxa.

Selic

Taxa básica de juros da economia brasileira.

👉 Exemplo: quando a Selic sobe, investimentos conservadores tendem a render mais.

Inflação

Aumento generalizado dos preços ao longo do tempo.

👉 Exemplo: se a inflação é de 5% ao ano, seu dinheiro precisa render mais do que isso para não perder valor.

IPCA

Índice oficial que mede a inflação no Brasil.

👉 Exemplo: muitos investimentos são atrelados ao IPCA para proteger o poder de compra.

Benchmark

Indicador usado como referência para comparar o desempenho de um investimento.

👉 Exemplo: fundos de renda fixa costumam usar o CDI como benchmark.

Termos ligados a risco e retorno

Risco

Possibilidade de o resultado ser diferente do esperado.

👉 Exemplo: ações têm maior risco porque seus preços oscilam diariamente.

Rentabilidade

Retorno obtido com um investimento em determinado período.

👉 Exemplo: uma rentabilidade de 10% ao ano indica crescimento do valor investido.

Volatilidade

Intensidade das oscilações de preço de um ativo.

👉 Exemplo: ativos muito voláteis sobem e caem rapidamente.

Diversificação

Estratégia de distribuir recursos em diferentes investimentos.

👉 Exemplo: investir em renda fixa e ações reduz o risco da carteira.

Drawdown

Queda máxima registrada em um investimento após um pico.

👉 Exemplo: mostra o pior momento de perda enfrentado por um ativo.

Termos comuns em investimentos

Liquidez

Facilidade de transformar um investimento em dinheiro.

👉 Exemplo: investimentos com liquidez diária permitem resgate rápido.

Prazo de vencimento

Data em que o investimento chega ao fim.

👉 Exemplo: um título pode vencer em 2, 5 ou 10 anos.

Aplicação mínima

Valor mínimo exigido para investir em determinado produto.

👉 Exemplo: alguns investimentos começam a partir de R$ 100.

Resgate

Ato de retirar o dinheiro investido.

👉 Exemplo: o resgate pode ser imediato ou ter prazo para cair na conta.

Custódia

Serviço de guarda dos ativos financeiros.

👉 Exemplo: corretoras fazem a custódia dos investimentos dos clientes.

Termos de renda variável

Ação

Menor fração do capital de uma empresa negociada na bolsa.

👉 Exemplo: ao comprar ações, o investidor se torna sócio da empresa.

Dividendos

Parte do lucro distribuída aos acionistas.

👉 Exemplo: algumas empresas pagam dividendos periodicamente.

IPO

Oferta pública inicial de ações de uma empresa.

👉 Exemplo: é quando uma empresa estreia na bolsa.

Fundo imobiliário (FII)

Fundo que investe em imóveis ou ativos do setor imobiliário.

👉 Exemplo: shoppings e prédios comerciais fazem parte dos FIIs.

Yield

Indicador que mostra o retorno de um investimento em relação ao preço.

👉 Exemplo: muito usado para analisar dividendos e FIIs.

Impostos e custos

Imposto de Renda

Tributo cobrado sobre os ganhos em investimentos.

👉 Exemplo: a alíquota varia conforme o prazo da aplicação.

 IOF

Imposto sobre operações financeiras de curto prazo.

👉 Exemplo: incide sobre resgates feitos em menos de 30 dias.

Taxa de administração

Valor cobrado para gerir um fundo ou investimento.

👉 Exemplo: fundos costumam cobrar essa taxa anualmente.

Taxa de performance

Cobrança adicional quando o fundo supera seu benchmark.

👉 Exemplo: comum em fundos de gestão ativa.

Perguntas frequentes sobre glossário financeiro

Preciso decorar todos os termos?

Não. O mais importante é entender os conceitos conforme eles aparecem na sua jornada.

Glossário financeiro é suficiente para investir?

Ele ajuda a entender a linguagem, mas não substitui planejamento financeiro e estratégia.

Iniciante pode investir com segurança?

Sim, desde que comece com organização, clareza de objetivos e conhecimento básico.

O próximo passo depois de entender os termos

Conhecer o vocabulário do mercado é essencial, mas investir sem planejamento pode gerar frustração.

Os termos explicam o que é cada coisa, mas o plano financeiro mostra como tudo se conecta à sua realidade.

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O que são?

Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
Poder investir em imóveis sem imobilizar o capital.

Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.