Quanto custa cirurgia a laser para correção de miopia?

Quanto você pode esperar pagar em uma cirurgia refrativa a laser para acabar de vez com sua miopia? Descubra neste artigo!

O número de casos de miopia vem crescendo no Brasil e no mundo, muito pelo uso excessivo de telas e pouco tempo ao ar livre que a vida moderna proporciona.

Por isso, cada vez mais pessoas também estão se cansando dos óculos e das lentes de contato, e partindo para a solução definitiva para o problema: a cirurgia refrativa de miopia.

Mas como funciona essa cirurgia? Quais os tipos? E quanto pode custar o procedimento que promete acabar com sua miopia para sempre?

Neste artigo, vamos responder essas e outras perguntas à fundo! Confira!

O que é a miopia?

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Fonte: InfoEscola

Antes de conhecer a solução, é interessante entender bem o problema.

A miopia é um erro de refração visual em que a pessoa enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para ver objetos que estão longe.

Na rotina diária, placas de trânsito, quadros em salas grandes ou legendas distantes costumam aparecer borrados, o que pode ser bem desconfortável e até mesmo perigoso.

Isso acontece porque, para quem tem miopia, a imagem dos objetos é formada antes da retina, e não exatamente sobre ela. Geralmente, isso ocorre quando o globo ocular é um pouco mais alongado do que o normal, ou quando a córnea tem uma curvatura acentuada demais.

A miopia costuma surgir ainda na infância ou adolescência e pode progredir ao longo dos anos, estabilizando-se, na maioria dos casos, na vida adulta.

Fatores genéticos têm grande influência, mas hábitos como uso excessivo de telas e pouco tempo ao ar livre também estão associados a ela.

O problema é corrigido com óculos, lentes de contato ou, como mostraremos aqui, com cirurgia a laser, que remodela a córnea para que a luz volte a ser focalizada corretamente na retina. E é justamente sobre esse procedimento que vamos falar nos próximos capítulos!

Como funciona a cirurgia para corrigir a miopia?

A cirurgia para corrigir a miopia funciona remodelando a curvatura da córnea, para que a luz volte a ser focalizada corretamente na retina e não antes dela.

De forma geral, o procedimento segue esta lógica:

  • Avaliação prévia detalhada: antes da cirurgia, o oftalmologista realiza exames para mapear a córnea, medir o grau da miopia, a espessura corneana e verificar se o olho está apto ao procedimento.
  • Uso de laser de alta precisão: o laser remove tecido da córnea de forma extremamente controlada, ajustando sua curvatura para corrigir o erro refrativo.
  • Procedimento rápido e indolor: a cirurgia é feita com anestesia em colírio, dura poucos minutos por olho e o paciente permanece acordado o tempo todo.
  • Técnicas diferentes: métodos como LASIK, PRK ou SMILE variam na forma de acesso à córnea, mas, como explicaremos a seguir, todos têm o mesmo propósito: corrigir a miopia com segurança.
  • Recuperação progressiva: a visão melhora rapidamente, especialmente no LASIK e no SMILE, enquanto no PRK a recuperação visual é um pouco mais lenta.

Quais os tipos de cirurgia para corrigir a miopia?

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Fonte: Clínica Bordini

A cirurgia refrativa é um procedimento oftalmológico que pode ser feito de diversas formas. Os principais métodos para correção da miopia são:

LASIK (Laser Assisted in Situ Keratomileusis)

No método LASIK, o cirurgião cria uma fina “aba” (flap) na camada superficial da córnea usando um microcerátomo (uma lâmina extremamente precisa).

Esse flap é levantado, o laser remodela a córnea e flap é reposicionado, sem necessidade de pontos.

A recuperação visual é rápida e com pouco desconforto, mas esse método não indicado para córneas muito finas.

FS-LASIK (Femtosecond LASIK)

O FS-LASIK uma evolução do LASIK. A diferença está na criação do flap, que aqui é feita com laser de femtosegundo, e não com lâmina.

Isso oferece maior precisão e segurança e menor risco de complicações relacionadas ao flap, o que torna o procedimento muito comum atualmente, especialmente em clínicas de ponta.

PRK (Photorefractive Keratectomy)

No PRK, ao contrário dos anteriores, não há criação de flap.

A camada superficial da córnea é removida, o laser remodela diretamente a córnea e a camada se regenera naturalmente nos dias seguintes.

Essa metodologia é indicada para córneas finas e pessoas com risco de impacto ocular, mas a recuperação visual tende a ser mais lenta e maior desconforto nos primeiros dias.

SMILE (Small Incision Lenticule Extraction)

A SMILE é a técnica mais moderna. Nela, um laser de femtosegundo cria um pequeno disco de tecido dentro da córnea, que é retirado por uma microincisão, sem flap.

Assim, a córnea é remodelada com mínima intervenção, gerando menor agressão ao olho, recuperação rápida, e menos chances de olho seco. Porém, a SMILE ainda não é indicada para todos os graus e tipos de erro refrativo.

⚠️ ESSAS NÃO SÃO ORIENTAÇÕES MÉDICAS. CONVERSE COM O MÉDICO ESPECIALISTA PARA SELECIONAR A MELHOR OPÇÃO PARA SEU CASO.

Todo mundo pode fazer a cirurgia para corrigir a miopia?

Não.

Apesar de a cirurgia a laser para correção da miopia ser segura e bastante difundida, ela não é indicada para todas as pessoas. A possibilidade de realizar o procedimento depende de uma combinação de fatores clínicos, anatômicos e de histórico do paciente.

Em geral, os principais critérios avaliados são:

  • Idade mínima: normalmente a partir dos 18 anos;
  • Estabilidade do grau: é fundamental que a miopia esteja estável há pelo menos 1 ou 2 anos;
  • Espessura e formato da córnea: córneas muito finas ou com irregularidades podem inviabilizar o laser;
  • Valor do grau: graus muito elevados podem limitar ou contraindicar o procedimento, dependendo da técnica;
  • Saúde ocular geral: doenças como ceratocone, glaucoma avançado, infecções oculares ativas ou doenças da retina podem impedir a cirurgia;
  • Condições sistêmicas: doenças autoimunes descompensadas, diabetes mal controlada ou uso de certos medicamentos também entram na avaliação.

Além disso, gestantes e lactantes costumam ser orientadas a adiar a cirurgia, pois alterações hormonais podem afetar temporariamente o grau e a cicatrização.

Por isso, a resposta curta é: nem todo mundo pode, mas muita gente pode. A decisão final só acontece após uma avaliação oftalmológica completa, com exames específicos que analisam a córnea, a retina e a estabilidade da refração.

Quanto custa a cirurgia para corrigir a miopia?

Nós pesquisamos em diversas fontes e encontramos os valores médios que você pode esperar pagar por cada método de cirurgia.

Quanto custa a cirurgia de miopia LASIK?

De acordo com o portal Oftovision, o valor da cirurgia LASIK tende a ser de R$ 4.000,00 para um olho e R$ 8.000,00 para os dois.

Já a Clínica Vizion fala de R$ 5.000,00 a R$ 8.000,00 para um olho, e R$ 10.000,00 a R$ 16.000,00 para ambos.

Finalmente, o portal Médicos de Olhos menciona os valores de R$ 4.000,00 a R$ 6.000,00 para um olho e R$ 8.000,00 a R$ 12.000,00 para os dois.

Quanto custa a cirurgia de miopia FS-LASIK?

Em relação à FS-LASIK, o portal Oftovision também fala de R$ 4.000,00 para um olho e R$ 8.000,00 para os dois.

Quanto custa a cirurgia de miopia PRK?

A modalidade PRK pode ser bem mais em conta. O Oftovision estima um valor entre R$ 2.500,00 e R$ 5.000,00 para um olho, e entre R$ 5.000,00 e R$ 10.000,00 para ambos.

A Clínica Vizion estima o valor em R$ 4.000,00 a R$ 6.000,00 por olho, ou R$ 8.000,00 a R$ 12.000,00 para os dois.

Já o Médicos de Olhos também fala de R$ 4.000,00 a R$ 6.000,00 por olho, e R$ 8.000,00 a R$ 12.000,00 ambos tratados com PRK.

Quanto custa a cirurgia de miopia SMILE?

A técnica SMILE é a mais cara em todas as estimativas.

Tanto o Oftovision quanto a Clínica Vizion e o portal Médicos de Olhos estimam o valor dela em R$ 7.000,00 a R$ 12.000,00 por olho, ou de R$ 14.000,00 a R$ 24.000,00 para os dois.

➡️ LEIA TAMBÉM: Quanto custa um implante capilar? Qual o preço médio no Brasil?

E qual o custo de não fazer a cirurgia?

Muitas pessoas podem ver esses valores e se assustarem, considerando apenas o gasto imediato com a cirurgia. Porém, você não pode esquecer os custos contínuos de não fazer cirurgia.

Isso mesmo! Não corrigir a sua miopia também traz custos.

De acordo com o Dr. Aron Guimarães, você pode esperar pagar:

  • R$ 1.000,00 ao ano com óculos (considerando armação e lentes de qualidade);
  • R$ 150,00 por mês com lentes de contato (contabilizando solução + manutenção + descarte mensal);
  • E cerca de R$ 300,00 anuais com consultas oftalmológicas de rotina.

Em 10 anos, tudo isso pode totalizar R$ 10.000,00 com óculos, R$ 18.000,00 com lentes e R$ 3.000,00 com consultas – bem mais do que o valor da cirurgia.

Por isso, é importante pesar bem todos os custos!

A cirurgia para miopia é coberta pelo plano de saúde?

Na maioria dos casos, não, os planos de saúde não cobrem a cirurgia refrativa a laser quando ela é feita apenas para correção de miopia, hipermetropia ou astigmatismo sem uma condição médica associada.

A razão é que esse tipo de procedimento é geralmente considerado opcional ou estético, e não uma necessidade médica emergencial ou obrigatória segundo as regras da maioria dos planos.

Como é a vida após a cirurgia para corrigir a miopia?

Para a maioria das pessoas, a vida após a cirurgia para miopia é mais prática e confortável. A melhora da visão costuma ser percebida rapidamente, muitas vezes já no primeiro dia, reduzindo ou eliminando a dependência de óculos e lentes de contato.

Nos primeiros dias, é comum sentir leve desconforto, sensibilidade à luz e visão um pouco embaçada, sintomas que tendem a desaparecer com o uso correto dos colírios.

A rotina normal é retomada rapidamente, enquanto atividades físicas mais intensas exigem alguns cuidados nas primeiras semanas.

No dia a dia, os principais ganhos são mais liberdade, comodidade e qualidade de vida. A correção costuma ser duradoura, mas mudanças naturais da visão com a idade ainda podem ocorrer, o que não dispensa o acompanhamento regular com o oftalmologista.

Vale a pena fazer a cirurgia para corrigir a miopia?

Na maioria dos casos, sim! Desde que a decisão seja bem planejada.

A cirurgia para correção da miopia vai muito além de abandonar óculos ou lentes de contato. Ela representa um investimento direto em qualidade de vida, conforto no dia a dia, praticidade e até segurança, especialmente para quem depende da visão em atividades profissionais, esportivas ou rotinas intensas.

Por outro lado, é essencial olhar para esse procedimento com a mesma racionalidade que você teria ao avaliar qualquer outro investimento importante. O custo inicial pode parecer elevado, principalmente porque, na maioria das vezes, não há cobertura dos planos de saúde. Isso exige organização financeira, comparação de técnicas, clínicas e uma avaliação médica criteriosa.

Quando colocamos na ponta do lápis os gastos recorrentes com óculos, lentes, soluções e consultas ao longo dos anos, a cirurgia muitas vezes se mostra não apenas viável, mas financeiramente inteligente no médio e longo prazo. Ainda assim, ela precisa caber no seu orçamento atual, sem comprometer sua saúde financeira!

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Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
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Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.