Banco Master

Banco Master: alternativas de investimento com o ressarcimento do FGC

Entenda como avaliar alternativas para o dinheiro recebido do FGC após a liquidação do Banco Master e Will Bank.

Receber o ressarcimento do FGC após a liquidação de uma instituição financeira costuma trazer alívio.
Mas, logo em seguida, surge uma dúvida comum: o que fazer com esse dinheiro agora?

No caso do Banco Master e do Will Bank, investidores que possuíam CDBs garantidos passaram a lidar com um novo cenário. O valor foi devolvido, mas a estratégia financeira precisa ser reavaliada com cuidado.

É importante destacar que não existe uma decisão única que funcione para todos. A forma como o valor recebido será utilizado deve considerar perfil de risco, objetivos financeiros, prazo e necessidade de liquidez, fatores que variam de investidor para investidor.

Neste artigo, reunimos informações educativas sobre como esse recurso costuma ser avaliado dentro de uma estratégia financeira, evitando decisões impulsivas após o pagamento do FGC.

O que aconteceu com o Banco Master e o Will Bank?

A liquidação do Banco Master e do Will Bank levou à atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Esse mecanismo existe para proteger investidores em produtos como CDBs, LCIs e LCAs, dentro dos limites estabelecidos por CPF e por instituição.

Quando a liquidação é decretada, os valores elegíveis são ressarcidos pelo FGC, seguindo critérios e prazos definidos.
Com isso, o investidor volta a ter liquidez, mas também passa a enfrentar uma nova decisão patrimonial.

Por que o pagamento do FGC exige uma nova análise?

O dinheiro recebido por meio do pagamento do FGC não deve ser tratado apenas como uma reaplicação automática.

Na prática, alguns pontos mudam:

  • O risco de crédito foi materializado
  • O capital voltou ao caixa de forma inesperada
  • O cenário econômico pode não ser o mesmo
  • O investidor pode ter revisto sua tolerância a risco

Por isso, antes de qualquer decisão, uma reavaliação estratégica costuma ser necessária.

Pontos que costumam ser avaliados antes de qualquer decisão

Antes de analisar produtos ou alternativas, algumas perguntas ajudam a organizar o raciocínio:

  • Qual era o objetivo original desse investimento?
  • O prazo continua sendo o mesmo?
  • Esse dinheiro é necessário no curto prazo?
  • Houve concentração excessiva em um único emissor?
  • O nível de risco estava adequado ao meu perfil?

Responder a essas questões reduz a chance de repetir decisões desalinhadas, algo comum após episódios como o do Banco Master.

Quais alternativas costumam ser avaliadas após o ressarcimento do FGC?

As opções abaixo não representam recomendações, mas sim caminhos que costumam ser analisados por investidores, sempre de acordo com seu perfil e objetivos.

1. Renda fixa com maior diversificação de emissores

Após casos de liquidação, a diversificação tende a ganhar mais importância.

Em vez de concentrar recursos em uma única instituição, o capital pode ser distribuído entre diferentes emissores e prazos, respeitando os limites do FGC.

Essa abordagem reduz a dependência de um único banco, ainda que o investidor opte por produtos semelhantes aos que já utilizava.

Exemplo prático:
Ao dividir o valor entre mais de um emissor, o risco de crédito passa a ser diluído, sem alterar necessariamente o perfil da carteira.

2. Títulos públicos como parte da estratégia

Para investidores com perfil mais conservador, os títulos públicos costumam ser avaliados como parte da estratégia, especialmente quando o foco está em previsibilidade e liquidez.

Entre os mais conhecidos estão:

  • Títulos indexados à taxa básica de juros
  • Títulos atrelados à inflação
  • Títulos com taxa prefixada

Esses ativos não dependem do FGC, pois o risco está associado ao Tesouro Nacional.

3. Fundos de investimento como forma de delegar decisões

Outra alternativa que costuma ser considerada é a alocação em fundos de investimento.

Nesse modelo, as decisões são tomadas por gestores profissionais, dentro de uma política de investimento previamente definida.
Ainda assim, fatores como risco, liquidez e prazo devem ser avaliados pelo investidor antes de qualquer aplicação.

Fundos não eliminam riscos, mas podem ajudar na diversificação quando bem escolhidos.

Como os CDBs costumam ser analisados após o caso do Banco Master?

O episódio do Banco Master não elimina os CDBs do mercado, mas costuma mudar a forma como eles são analisados.

Após esse tipo de experiência, muitos investidores passam a observar com mais atenção:

  • Concentração por emissor
  • Limites de garantia do FGC
  • Prazo de vencimento
  • Compatibilidade com objetivos pessoais

O produto em si continua existindo, mas a estratégia por trás dele tende a ser revista.

Por que perfil de risco e objetivos fazem tanta diferença?

Um mesmo investimento pode ser adequado para um investidor e inadequado para outro.

Após o pagamento do FGC, decisões tomadas apenas com base em rentabilidade podem gerar novos desequilíbrios.
Por isso, perfil de risco, horizonte de tempo e necessidades pessoais precisam ser considerados antes de qualquer escolha.

Esse é um dos motivos pelos quais o apoio profissional costuma ser buscado nesse momento, não para receber uma resposta padrão, mas para estruturar uma estratégia coerente com a realidade de cada investidor.

Erros comuns após o pagamento do FGC

Alguns comportamentos tendem a se repetir após o ressarcimento:

❌ Reinvestir rapidamente sem planejamento

❌ Buscar apenas a maior taxa disponível

❌ Repetir a concentração em um único emissor

❌ Ignorar liquidez e objetivos

Evitar esses erros ajuda a transformar o episódio em aprendizado, e não em um novo problema.

Perguntas frequentes sobre Banco Master, Will Bank e FGC

O pagamento do FGC é automático?

Não. Embora o FGC seja responsável pelo ressarcimento, o investidor precisa solicitar o pagamento por meio do aplicativo oficial do FGC.
 
O reembolso é realizado por ordem de solicitação, ou seja, quanto antes o pedido for feito, mais rápido o valor tende a ser liberado.
 

Como o investidor solicita o ressarcimento do FGC?

O processo ocorre de forma digital e costuma seguir estas etapas:
  • O investidor acessa o aplicativo do FGC
  • Realiza o cadastro completo
  • Visualiza o valor disponível para ressarcimento
  • Assina digitalmente o termo de solicitação
  • Indica uma conta de sua titularidade para recebimento
 
Após a solicitação, o valor costuma ser depositado em poucos dias úteis, conforme o cronograma do Fundo.
 

Existe um limite para o ressarcimento?

Sim. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, considerando o saldo total de produtos elegíveis.
 
Valores que excedam esse limite não são cobertos.
 

O valor pode ser depositado em qualquer conta?

Não. O valor deve ser depositado em uma conta de titularidade do próprio investidor, informada no momento da solicitação e devidamente ativa.
 

O que considerar após receber o valor?

Após o crédito do ressarcimento, o investidor volta a ter liquidez. A partir desse momento, decisões sobre o uso do recurso devem considerar perfil de risco, objetivos financeiros e prazo, evitando escolhas precipitadas.
 

Transformar o ressarcimento em uma decisão mais consciente

O ressarcimento do FGC encerra um episódio delicado, mas abre espaço para uma reorganização financeira mais consciente.
 
Mais do que escolher um produto, esse momento convida o investidor a reavaliar sua estratégia como um todo, com informação, planejamento e apoio adequado.
 

Quer entender melhor suas alternativas após o FGC?

Se você recebeu o ressarcimento e quer entender os caminhos possíveis, nossa equipe está preparada para ajudar.
 
👉 Preencha o formulário abaixo e converse com assessores que podem esclarecer riscos, prazos e alternativas, sempre considerando seu perfil e seus objetivos financeiros.
 

Sua nova experiência com investimentos começa aqui

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O que são?

Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
Poder investir em imóveis sem imobilizar o capital.

Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.