No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra diversos alvos no Irã.
A ofensiva teve foco em destruir as capacidades ofensivas da nação persa, e eliminar membros proeminentes do seu governo e de suas forças armadas.
Após semanas de negociações mal-sucedidas entre os americanos e iranianos, com foco no programa nuclear do Irã, essa escalada elevou o nível das tensões diplomáticas não apenas na região, mas em todo o mundo.
Mas quais as implicações desta guerra para os mercados? E para seus investimentos? O que aconteceu com o preço do petróleo?
Neste artigo, vamos falar de tudo isso, e ainda explicar como você pode proteger a sua carteira de investimentos de episódios de instabilidade internacional como esse! Confira!
Os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã
Fonte: Business Insider
Contexto do conflito
As tensões entre Estados Unidos e Irã vinham aumentando muito durante esse começo de 2026. Desde janeiro, os iranianos protestavam nas ruas do país inteiro, em manifestações que começaram por motivos econômicos, mas evoluíram para levantes contra o regime.
Quando a resposta da ditadura do aiatolá Ali Khamenei às manifestações foi extremamente violenta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a enviar um grande contingente de navios de guerra e aeronaves para a região, como ameaça à teocracia iraniana.
Vale mencionar que a relação entre os dois países já é ruim há muito tempo. O regime dos aiatolás, que tomou o poder na Revolução de 1979, vê os Estados Unidos e Israel como seus maiores inimigos.
Por um tempo, essa tensão entre as forças americanas no Golfo e o Irã permaneceu, mas sem ataques. Porém, nos últimos dias antes da ofensiva, as negociações nucleares entre o governo americano e o governo iraniano não chegaram a um acordo, e foram encerradas.
O foco do presidente Donald Trump era fazer com que o Irã abandonasse completamente seu programa nuclear e suas intenções de ter bombas atômicas. O aiatolá se recusou, e as ameaças se tornaram ataques.
Primeiros ataques
Fonte: New York Times
Por volta das 10h da manhã no horário local, os primeiros sons de bombardeios puderam ser ouvidos nas ruas de Teerã, a capital do Irã.
O espaço aéreo do país foi fechado, com diversas companhias aéreas cancelando voos na região. As comunicações por celular foram interrompidas em diversas áreas da cidade e a internet do Irã passou a sofrer instabilidade.
Os ataques foram certeiros e numerosos, realizados principalmente pelas forças israelenses. Os alvos principais foram o Ministério da Inteligência, o Ministério da Defesa, a Organização de Energia Atômica do Irã e o complexo militar de Parchin.
Além disso, diversas bombas caíram no distrito de Pasteur, onde fica o complexo que abriga a residência do líder supremo Ali Khamenei. Ele foi morto nos ataques iniciais, junto com outros membros do governo.
Em um vídeo divulgado logo após o início dos bombardeios, o presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas estavam realizando “uma operação massiva e contínua”, com os seguintes objetivos:
- Destruir os mísseis e arrasar a indústria de mísseis do Irã
- Aniquilar a marinha do país
- Garantir que os grupos terroristas bancados pelo regime não possam mais desestabilizar a região e o mundo
- Garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear
- E derrubar o regime
Retaliação iraniana contra estados do Golfo
O Irã respondeu aos ataques lançando uma onda de mísseis e drones contra Israel e atacando instalações militares americanas na região. Segundo a Al Jazeera, o Irã atacou instalações dos Estados Unidos e outros alvos:
- No Catar
- No Kuwait
- Nos Emirados Árabes Unidos
- No Bahrein
- Na Arábia Saudita
- E no Iraque
Diversos desses países fecharam seu espaço aéreo temporariamente. Alguns pontos importantes de Dubai foram atingidos.
Perspectivas futuras
No momento em que este artigo é escrito, já faz mais de uma semana que a instabilidade segue no Irã, e é possível que a investida dure bastante tempo.
A movimentação de recursos foi gigantesca, e é improvável que Estados Unidos e Israel desistam enquanto a teocracia do Irã não cair.
Por isso, é preciso se manter atento aos novos desdobramentos que o conflito ainda pode ter.
Como o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã influencia os mercados e investimentos?
Conflitos geopolíticos no Oriente Médio costumam ter impacto direto nos mercados financeiros globais, e a tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã é um dos exemplos mais claros disso em algum tempo.
Isso ocorre porque a região tem enorme relevância estratégica, tanto do ponto de vista energético quanto político.
Mas quais mercados foram mais afetados? Vamos ver:
Petróleo
Um dos primeiros mercados a reagir a esse tipo de conflito normalmente é o mercado de petróleo.
O Irã é o sexto maior produtor da commodity e está localizado em uma região crucial para o transporte global de energia: o Estreito de Ormuz:

Por essa região, passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Quando surgem ameaças de escalada militar, bloqueios ou sanções mais duras, o preço do petróleo tende a subir rapidamente devido ao risco de interrupção na oferta.
Foi exatamente isso que vimos no dia 09 de março de 2026, quando o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril.
Se duradoura, essa alta pode gerar efeitos em cadeia na economia global. Energia mais cara costuma pressionar a inflação, aumentar custos de transporte e produção e afetar a política monetária de diversos países.
Dólar
Momentos de tensão geopolítica costumam provocar um movimento conhecido como “flight to safety” (ou “fuga para segurança”, em português).
Nessa situações, investidores globais tendem a migrar parte de seus recursos para ativos considerados mais seguros, como:
🔺Dólar
🔺Títulos do governo dos EUA (Treasuries)
🔺Ouro
🔺Outras moedas fortes
Ao mesmo tempo, ativos mais sensíveis ao risco, como ações de mercados emergentes, criptomoedas ou commodities industriais, podem sofrer maior volatilidade.
Empresas de ramos específicos
Na direção oposta, empresas ligadas à defesa, energia e segurança frequentemente se beneficiam em cenários de tensão internacional.
⚠️ IMPORTANTE
Isso não significa que conflitos sempre derrubam os mercados. Muitas vezes, após um choque inicial, investidores voltam a focar em fundamentos econômicos como crescimento, juros e lucros corporativos.
Ainda assim, episódios de escalada militar costumam aumentar a volatilidade de curto prazo, exigindo atenção redobrada de quem investe.
Como proteger seu patrimônio desses impactos provocados por conflitos internacionais?
Separamos algumas estratégias que você pode utilizar para proteger seu patrimônio e ter mais tranquilidade ao investir nesses momentos mais tensos:
Diversificação
Diversificar significa, basicamente, não concentrar todos os recursos em um único tipo de ativo, setor ou país.
Quando um investidor distribui seu patrimônio entre diferentes classes de ativos — como renda fixa, ações, ativos internacionais, commodities e moedas fortes — ele reduz o risco de que um único evento global afete toda a carteira ao mesmo tempo.
Respeitar seu perfil de investidor
Cada pessoa tem objetivos, prazos e tolerância a oscilações diferentes.
Uma estratégia que funciona para um investidor mais arrojado pode não ser adequada para alguém que prioriza estabilidade. Por isso, a alocação de ativos precisa ser feita com base em uma análise cuidadosa do momento financeiro e dos objetivos de longo prazo.
Ter apoio profissional para investir
Eventos geopolíticos são complexos e podem evoluir rapidamente. Ter acesso a informação qualificada e acompanhamento profissional pode fazer grande diferença na hora de ajustar a estratégia de investimentos.
Se você deseja estruturar uma carteira mais preparada para enfrentar cenários de incerteza global, os assessores da Faz Capital podem ajudar! Com análise personalizada, é possível montar uma estratégia de diversificação alinhada ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros e ficar mais tranquilo em momentos de estresse do mercado, como esse.
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