como analisar uma ação

Como analisar uma ação em 5 minutos? Guia rápido para investidores

Veja como analisar uma ação em 5 minutos com um checklist rápido para entender o negócio e o investimento!

Em apenas 5 minutos, você consegue entender o básico sobre uma empresa, olhar alguns indicadores e perceber se aquela ação merece uma análise mais profunda.

Não acredita?

Neste artigo, vamos ensinar os 4 passos simples para que você possa fazer leituras rápidas de ações com mais critério e menos improviso, e descobrir mais ativos que podem valer seu investimento! Confira!

O que dá para descobrir sobre uma ação em 5 minutos?

Muita gente acredita que analisar uma ação é uma atividade que demanda horas de trabalho na frente de telas, enquanto vários cálculos matemáticos e comparações com outros ativos são feitos para descobrir com alto grau de certeza quais são as melhores oportunidades da bolsa de valores

E, na verdade, muitas vezes é assim mesmo — especialmente se você for um profissional de investimentos ou quiser ter um envolvimento grande com suas escolhas de ações.

Porém, nem sempre a análise precisa ter esse tipo de profundidade.

Com conexão à internet e acesso a algum site (muitos deles gratuitos) de informações de investimentos, é possível descobrir muito sobre uma ação e a empresa por trás dela rapidamente.

Mas por onde começar? O que você deve olhar para ter um panorama geral de uma empresa em apenas 5 minutos?

Aqui, selecionamos 4 pontos essenciais que podem ajudar você a analisar (mesmo que de forma superficial) uma ação em apenas 5 minutos! Confira!

1. Entenda o que a empresa faz

Antes de olhar indicadores, múltiplos ou histórico da ação, o primeiro passo é entender o que a empresa faz.

Parece básico, mas muita gente investe em companhias sem saber explicar o negócio delas em uma frase — e isso já é um sinal de alerta.

Nós recomendamos observar:

Qual é o modelo de negócio

Toda empresa listada em bolsa tem uma lógica própria de operação. Algumas vendem produtos, outras prestam serviços, outras intermedeiam operações financeiras, exploram infraestrutura ou recebem receitas recorrentes de contratos de longo prazo.

Entender o modelo de negócio significa saber como a empresa funciona, quem ela atende e de que forma ela gera valor.

Como a empresa ganha dinheiro?

Essa é uma das perguntas mais importantes da análise. A companhia lucra com volume, margem, escala, assinatura, juros, aluguel, exportação, concessão?

Quanto mais clara for essa resposta, mais fácil fica entender os riscos e as oportunidades do negócio. Empresas que dependem demais de um único produto, cliente ou ciclo econômico tendem a exigir mais atenção.

➡️ LEMBRE-SE: Negócio simples costuma ser mais fácil de acompanhar

Isso não significa que empresas complexas sejam ruins, mas sim que negócios mais simples e compreensíveis costumam ser mais fáceis de monitorar ao longo do tempo.

Quando você entende com clareza como a empresa ganha dinheiro, fica mais fácil interpretar os resultados, perceber mudanças no setor e avaliar se aquela ação realmente faz sentido para a sua carteira.

Antes de investir, a regra é simples: se você não entende minimamente o negócio, ainda não é hora de comprar a ação.

2. Analise os principais indicadores da empresa

Depois de entender o que a empresa faz, vale olhar alguns indicadores que ajudam a organizar a leitura inicial do negócio.

Eles não dão respostas prontas, mas funcionam como bons pontos de partida. Separamos 5 que você sempre deve observar:

O P/L (Preço/Lucro)

Mostra quantas vezes o mercado está pagando pelo lucro anual da empresa. Em tese, ajuda a entender se a ação parece mais cara ou mais barata em relação ao lucro atual.

O P/VP (Preço/Valor Patrimonial)

Compara o preço da ação com o patrimônio líquido da companhia. Ele costuma ser mais útil em setores como bancos, seguradoras e empresas intensivas em ativos.

Dividend Yield

Indica quanto a empresa distribuiu em dividendos em relação ao preço da ação. É um indicador relevante para quem olha geração de renda, mas precisa ser interpretado com cuidado.

EV/Ebitda

Ajuda a avaliar o valor da empresa em relação à sua capacidade operacional de geração de caixa. É bastante usado para comparar companhias dentro do mesmo setor.

Dívida Líquida/Ebitda

Mostra o nível de alavancagem da empresa, ou seja, o peso da dívida em relação ao seu resultado operacional.

indicadores da petr4
Fonte: StatusInvest

⚠️ Todos esses indicadores ajudam na triagem inicial, mas nenhum deve ser lido isoladamente. Se você quiser entender melhor como interpretar cada um deles, confira também nosso artigo sobre indicadores para analisar uma ação.

3. Observe lucro, margem e rentabilidade

Depois dos múltiplos mais conhecidos, vale olhar três pilares que ajudam a entender a qualidade do negócio: lucro, margem e rentabilidade.

Eles mostram, em conjunto, se a empresa ganha dinheiro, com que eficiência ela faz isso e quão bem transforma seu capital em resultado.

Lucro

O lucro é o ponto de partida mais básico da análise. Em termos simples, ele mostra se a empresa está, de fato, gerando resultado positivo depois de descontar custos, despesas, juros e impostos.

Aqui, o mais importante não é apenas saber se houve lucro em um trimestre específico, mas observar se ele é consistente ao longo do tempo. Empresas com lucro recorrente e menos dependente de eventos extraordinários costumam transmitir mais previsibilidade.

Margem

A margem mostra quanto da receita realmente sobra para a empresa. O principal indicador aqui é a margem líquida, que revela qual percentual do faturamento virou lucro líquido.

Uma margem mais alta tende a indicar mais eficiência, mas isso sempre precisa ser comparado com outras empresas do mesmo setor. Em mercados diferentes, margens consideradas “boas” podem variar.

Rentabilidade

A rentabilidade busca responder uma pergunta essencial: a empresa usa bem o capital que tem?

O indicador mais conhecido aqui é o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), que mostra quanto lucro a companhia gera em relação ao patrimônio dos acionistas. Um ROE alto pode ser um ótimo sinal, desde que venha de um negócio saudável (e não apenas de uma estrutura muito alavancada).

Fonte: StatusInvest

4. Pergunte se a ação faz sentido para a sua carteira

Agora chega a parte da análise na qual grande parte dos investidores erram…

Mesmo que a empresa pareça boa e os indicadores sejam interessantes, ainda falta uma pergunta essencial:

Essa ação faz sentido para a sua carteira?

Porque uma boa ação, isoladamente, não é necessariamente um bom investimento para qualquer pessoa.

A compra precisa conversar com a sua alocação de ativos, ou seja, com a forma como seu patrimônio está distribuído entre renda fixa, renda variável, ativos internacionais e outras classes.

Se a sua carteira já está muito exposta a ações, por exemplo, adicionar mais uma posição pode desequilibrar a estratégia, mesmo que a empresa seja de qualidade.

Além disso, a ação precisa estar alinhada ao seu perfil de risco. Quem tem perfil mais conservador ou precisa de mais previsibilidade talvez não deva aumentar exposição a ativos mais voláteis sem critério. Já investidores com horizonte mais longo e mais tolerância a oscilações podem ter mais espaço para esse tipo de ativo.

Os seus objetivos e prazos também importam. Ações costumam fazer mais sentido em estratégias de médio e longo prazo, nas quais há tempo para atravessar períodos de volatilidade. Para objetivos de curto prazo, em geral, outros ativos tendem a ser mais adequados.

No fim das contas, analisar a empresa é importante, mas analisar o encaixe dela na sua carteira é o que transforma uma boa ideia em uma decisão mais inteligente.

O que uma análise de 5 minutos não consegue mostrar

Uma análise rápida pode ser útil para fazer uma triagem inicial, mas ela está longe de esgotar a decisão.

Em poucos minutos, até dá para olhar o negócio, alguns indicadores e perceber sinais básicos de qualidade ou alerta. O problema é que isso não mostra tudo o que realmente importa.

Em 5 minutos, você dificilmente vai entender com profundidade a qualidade da gestão, o nível de concorrência do setor, a sustentabilidade do crescimento, os riscos regulatórios, a dependência de ciclos econômicos ou a consistência real dos resultados ao longo dos anos.

Também é muito fácil cair na armadilha de interpretar um número isolado sem perceber o contexto por trás dele.

Por isso, a análise rápida serve para filtrar o que merece atenção, não para bater o martelo. Quando a decisão envolve patrimônio relevante, o custo de uma leitura superficial pode ser alto demais.

Se você quer investir em ações com mais critério, sem depender de atalhos ou interpretações apressadas, vale conhecer a assessoria da Faz Capital! Preencha o formulário abaixo, fale com um especialista em ações e invista com mais profundidade, contexto e segurança!

Esperamos que você tenha gostado deste artigo, e nos vemos no próximo!

Sua nova experiência com investimentos começa aqui

Este post foi útil? Avalie
Neste texto você vai aprender:
Compartilhe:
Foguete F5
Todas as quintas-feiras, às 05h05, no seu e-mail

Fique bem informado com a melhor newsletter do mercado financeiro.

O que são?

Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
Poder investir em imóveis sem imobilizar o capital.

Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.