BTC e ETH: conheça a história das criptomoedas

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Atualmente Bitcoin e Ethereum são as duas maiores criptomoedas do mundo em valor de mercado. Ambas carregam seguidores em todas as partes e servem como modelos para os novos projetos que surgem. As duas têm filosofias que se estendem para os novos participantes desse campo e, apesar das diferenças, lutam pela mesma causa – a criação de um sistema mais inclusivo, seguro e transparente, onde o poder esteja nas mãos dos usuários, e não em instituições centralizadas.

O que eu preciso saber antes de começar?

Antes de ler este conteúdo, recomendamos que conheça alguns termos e conceitos que envolvem o universo das criptomedas:

  • Memecoin: moedas que são criadas ou viralizam a partir de alguma piada, uma brincadeira. O maior exemplo é a Dogecoin, que se tornou famosa pelo Elon Musk.
  • Stablecoin: moeda que terá paridade com alguma moeda fiduciária (Dólar, Euro, Real). Um exemplo de Stablecoin com paridade com o Dólar é o USDC, ou seja, 1 USDC sempre valerá 1 dólar, o preço não oscila como o do Bitcoin.
  • Blockchain: um sistema no qual o registro de transações feitas em Bitcoin ou outra criptomoeda é mantido em vários computadores que estão ligados em uma rede peer-to-peer (ponto a ponto), tornando estas transações transparentes e invioláveis.
  • Token: são as “ações” dos projetos feitos em determinado blockchain. Por exemplo, o Uniswap é uma bolsa feita no Ethereum, logo ela terá o próprio token (UNI). Token é diferente de moeda nativa de um blockchain porque normalmente não são usados como meio de troca. O ETH do Ethereum e o BTC são moedas, enquanto projetos feitos em cima deles serão tokens.
  • Altcoin: todas as moedas ou tokens que não são Bitcoin ou Ethereum.
  • Exchange: é uma Bolsa de Valores. Em Cripto, ela pode ser centralizada ou descentralizada. Se centralizada, irá operar da forma que bolsas tradicionais operam. Se descentralizada, ela não terá uma empresa como intermediária, apenas será um protocolo da internet. Dessa forma, carteiras digitais dos investidores manterão as custódias. Qualquer pessoa poderá listar o token nela e será global, já que não pertence a nenhuma jurisdição.

Você pode estar achando que está ainda mais perdido depois destes conceitos, mas eles farão sentido a partir de agora.

Como surgem as criptomoedas?

Em 31 de outubro de 2008, o usuário “Satoshi Nakamoto” publicou o artigo “Bitcoin – A Peer-to-Peer Electronic Cash System” em uma lista de discussão sobre criptografia. A identidade real do autor permanece um mistério até hoje. A opinião pública parece concordar que seja uma pessoa só. No entanto, outros afirmam se tratar de um grupo.

O artigo introduziu o Bitcoin (BTC) como uma moeda descentralizada, sem a necessidade de um banco central ou intermediários. Os usuários podem enviar e receber Bitcoins através de uma rede de ponto a ponto que as autentica por “nós” e registra as transações em um blockchain.

O que isso significa na prática?

Duas pessoas morando em países diferentes, por exemplo, podem enviar BTC uma para a outra sem precisar de um banco ou de uma empresa que faça remessas internacionais. A blockchain vai confirmar as transações através de um enorme banco de dados que registra todas as negociações dos usuários. Como tudo nasceu junto, o sistema funciona com os próprios participantes auditando a rede. Não existe uma terceira parte envolvida e o custo para fazer operações (principalmente internacionais) fica bem mais barato e rápido do que quando vai transferir moedas fiduciárias.

O Bitcoin (e qualquer outra cripto) é digital, descentralizado e não é controlado, seja por governo, empresas ou pessoas, portanto não é impresso e nem controlado por algum Banco Central. Por este motivo ele também não tem o preço controlado, o valor depende da lei de oferta e procura.

Quatro mandamentos das criptomoedas

Na mensagem que Satoshi Nakamoto enviou em 31 de outubro de 2008 ele disse que vinha trabalhando “em um novo sistema de dinheiro eletrônico totalmente peer-to-peer, sem terceiros confiáveis”. No documento ele (ou eles) resumiu os mandamentos básicos do Bitcoin divididos em quatro pontos básicos:

  • Rede peer-to-peer para evitar o gasto duplo (possibilidade de enviar as mesmas moedas mais de uma vez);
  • Não existem intermediários, como bancos;
  • Permite o anonimato dos participantes;
  • Utiliza a Prova de Trabalho (um algoritmo) para gerar Bitcoin (o que se chama de mineração) e prevenir o tal gasto duplo.

Além de estipular que o BTC tem oferta finita, apenas 21 milhões de unidades podem ser mineradas até 2140, o que o torna escasso. Segundo o agregador Coingecko, até outubro de 2021, os usuários já emitiram 18,8 milhões de Bitcoin.

Primeira venda

Até 2010, como nunca havia sido negociado, apenas minerado, era impossível atribuir um valor monetário às unidades do Bitcoin. Em 2010, no entanto, alguém decidiu vender Bitcoins pela primeira vez – trocando 10.000 por duas pizzas. Se o comprador tivesse se agarrado a esses Bitcoins, ao preço de hoje, eles valeriam mais de US$ 200 milhões.

A invenção de Satoshi Nakamoto atraiu atenção e inspirou a criação de outros blockchains e moedas digitais com o passar dos anos.

Em 2015, surge o Ethereum

Em 2015, Vitalik Buterin e outros quatro cofundadores lançaram o Ethereum. O objetivo da plataforma era expandir as possibilidades de um blockchain de apenas transferir valores financeiros para a criação de aplicativos programáveis, por meio dos chamados “contratos inteligentes”. A moeda nativa do blockchain é o Ether e, desde então, o ecossistema do Ethereum conta com o maior número de desenvolvedores ativos no espaço de cripto, por ser uma plataforma programável onde os desenvolvedores podem criar aplicativos descentralizados (dApps, na sigla em inglês) de diversos segmentos, como finanças, mídia e games.

Isso só é possível porque a rede funciona com contratos inteligentes, os smart contracts, uma tecnologia que vem revolucionando o mercado. Na prática eles são programas de computador que executam regras pré-estabelecidas de forma automatizada. Por exemplo: em um empréstimo, uma pessoa empresta valores para outra sem a necessidade de recorrer a uma entidade para garantir a transação. Isso é possível porque todos os termos e condições já estariam programados.

O Ethereum marca o surgimento de uma nova economia digital, com novos criptoativos, Finanças Descentralizadas (DeFi), Ofertas Iniciais de Criptomoedas (ICOs), Tokens não fungíveis (NFT) e games do metaverso, como Decentraland (MANA) e The Sandbox (SAND).

Ethereum demorou alguns anos para nascer

O programador russo-canadense Vitalik Buterin idealizou o Ethereum em 2013, mas a relação dele com as criptomoedas começou em 2011, quando conheceu o Bitcoin. Na época estava “procurando um sentido para a vida” e, apesar de entender de programação (a mãe é cientista da computação), não conseguiu ver muito valor na ideia de Satoshi Nakamoto. Após um tempo, acabou conquistado pela tecnologia e se envolveu em projetos do mercado.

Em 2012, ele cofundou o Bitcoin Magazine, site especializado na cobertura do BTC. No mesmo ano, ingressou no curso de Ciência da Computação na Universidade de Waterloo, no Canadá. Um ano depois, Buterin deixou a graduação e saiu pelo mundo para conhecer pessoas que estavam trabalhando com a criptomoeda. Nos encontros, ele entendeu que era possível usar o blockchain do Bitcoin para além da transferência de dinheiro pela internet, mas também para descentralizar outros segmentos que estavam muito restritos.

Com base no código do BTC, em novembro de 2013, Buterin publicou o white paper do projeto. Com isso, outras pessoas apareceram interessadas em colaborar, entre elas o cientista da computação Gavin Wood, que acabou sendo o cocriador do projeto. Assim, o início do projeto aconteceu em julho de 2014, com o lançamento do ICO, que arrecadou US$ 18,5 milhões em pouco mais de um mês. Um ano depois, o blockchain entrou em funcionamento.

ETH ou ETC

Em junho de 2016 um hacker furtou US$ 50 milhões em Ether de um aplicativo descentralizado construído na rede Ethereum. Após o crime virtual, o grupo de desenvolvedores da blockchain se reuniu e, depois de muito debate, decidiram restaurar a rede para recuperar os ETH perdidos. Mas nem todos foram a favor da ideia e a plataforma acabou sendo dividida.

A parte da blockchain alterada para a versão anterior ao furto manteve o nome de Ethereum (ETH). Já a inalterada, que ficou com o registro do desfalque milionário, passou a ser chamada de Ethereum Classic (ETC). Estas bifurcações e subdivisões são comuns no universo das criptomoedas.

ETH não tem limite

Diferente do Bitcoin, que é finito e tem o limite de apenas 21 milhões de unidades mineradas, o Ethereum não tem um número máximo. Até dezembro de 2021, havia 118,8 milhões de ETH disponíveis no mercado.

Outra diferença entre as duas é a agilidade. De um lado, os mineradores demoram em torno de 10 minutos para verificar e confirmar uma transação na rede do Bitcoin. Por outro lado, no Ethereum isso ocorre em menos de 20 segundos.

Por outro lado, o BTC é mais seguro, por ser a primeira moeda que entrou em circulação, ter mais usuários e nunca ter sido hackeada.

Como investir em criptomoedas?

Os interessados em investir em criptomoedas normalmente fazem isso de forma independente através de corretoras específicas. Algumas estão mais consolidadas no mercado, mas todas atendem apenas este nicho.

Recentemente, a XP Inc. passou a oferecer aos clientes uma plataforma de negociação de criptomoedas, a Xtage. O serviço está disponível para todos os clientes com a conta digital da XP e permite a negociação de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH). Desta forma um cliente Faz Capital conta com o auxílio do seu Assessor de Investimentos e de uma equipe de especialistas para poder diversificar ainda mais a carteira de investimentos. A plataforma tem a parceria da Nasdaq para a base tecnológica e está integrada ao aplicativo da XP.

O investidor agora tem a aba Cripto no app (disponível para Android e iOS) e poderá comprar e vender os ativos de forma rápida, além de consultar extrato e posição. Segundo o diretor de Produtos Financeiros da XP Inc., Lucas Rabechini, a intenção é ampliar a oferta de ativos até dezembro e ter dez moedas digitais disponíveis para os investidores.

A Xtage, portanto, vai funcionar 24 horas por dia e logo vai ter disponível uma integração com a MetaTrader 5, uma das maiores plataformas de negociação do mundo, que permite aos clientes utilizarem algoritmos próprios e robôs para comprar e vender Bitcoin e Ethereum via plataforma. A taxa de corretagem é de 0,6% sobre o volume financeiro que o investidor negociar, tanto na venda, quanto na compra.

Além disso, também haverá uma parceria com a Nelogica para utilização do sistema Profit. O serviço já possui diversos grupos de estudo de tokens não fungíveis (NFTs), tokenização, finanças descentralizadas (DeFi) e Web 3. No entanto, ainda não há uma definição sobre o que mais vem aí.

 

 

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