Liquidez nos investimentos

Liquidez nos investimentos: o que é e por que ela importa?

Entenda o que é liquidez nos investimentos, por que ela importa e como equilibrar liquidez, segurança e rentabilidade na construção da sua carteira.

Liquidez é um daqueles conceitos que parecem simples, mas mudam completamente a forma como uma carteira deve ser montada.

Um investimento pode ser seguro, rentável e ainda assim inadequado se o dinheiro não estiver disponível quando você precisar.

Neste artigo, você vai entender o que é liquidez, por que ela importa tanto e como esse fator influencia a escolha dos investimentos em diferentes objetivos e prazos. Acompanhe!

O que é liquidez nos investimentos?

Liquidez, nos investimentos, é a facilidade e a velocidade com que um ativo pode ser transformado em dinheiro.

Em outras palavras, ela mostra “quão rápido você consegue acessar os recursos aplicados sem enfrentar grandes dificuldades, perdas relevantes ou longos prazos de espera.”

Esse conceito é importante porque investir bem não é apenas escolher algo que renda. Também é escolher algo que esteja alinhado ao momento em que você vai precisar do dinheiro.

Vale lembrar sempre que um investimento pode ser excelente em rentabilidade, mas inadequado se tiver liquidez ruim para o objetivo que ele deveria cumprir.

Ter liquidez não significa apenas poder resgatar

Muita gente acha que liquidez é apenas saber se dá para “tirar o dinheiro” da aplicação.

Mas não é só isso.

Um investimento pode até permitir resgate, mas ainda assim ter uma liquidez pouco eficiente se o prazo for longo, se houver risco de perda ao sair antes do vencimento ou se o recurso só cair dias depois da solicitação.

Na prática, liquidez envolve três perguntas:

  • Quando você pode resgatar
  • Em quanto tempo o dinheiro cai na conta
  • E em quais condições esse resgate acontece

Por isso, a liquidez não deve ser vista como um detalhe técnico, mas como parte da estratégia da carteira. Há recursos que precisam estar disponíveis rapidamente, como a reserva de emergência. Outros podem aceitar menos liquidez em troca de mais rentabilidade, desde que o prazo e o objetivo permitam.

Por que a liquidez é tão importante ao investir?

Liquidez é importante porque ajuda a garantir que o investimento cumpra o papel certo dentro da sua estratégia.

Não basta um ativo ser rentável ou seguro no papel. Ele também precisa estar disponível no momento em que você realmente precisar dele.

Selecionamos 4 motivos pelos quais você deve se atentar à liquidez antes de investir:

Objetivos diferentes exigem níveis diferentes de liquidez

Cada objetivo financeiro pede um tipo de liquidez.

Recursos destinados ao curto prazo ou a despesas mais próximas precisam estar mais acessíveis. Já objetivos de médio e longo prazo permitem abrir mão de parte dessa flexibilidade em troca de mais rentabilidade.

Ou seja: não existe uma liquidez ideal para tudo. Existe a liquidez adequada para cada meta.

A importância da liquidez para a reserva de emergência

Na reserva de emergência, a liquidez deixa de ser importante e passa a ser indispensável.

Esse dinheiro precisa estar disponível com rapidez, porque sua função é justamente cobrir imprevistos.

Se a reserva estiver presa em um investimento com prazo ruim de resgate ou com risco de perda na saída, ela perde boa parte da sua utilidade.

Falta de liquidez pode forçar decisões ruins

Quando o investidor ignora a liquidez, pode acabar sendo forçado a tomar decisões ruins.

Isso inclui vender um ativo na hora errada, resgatar antes do vencimento com perda de rentabilidade ou ficar sem acesso ao dinheiro quando mais precisa. Em outras palavras, um investimento mal encaixado pode gerar um problema prático, mesmo que pareça bom no papel.

Quais são os tipos de liquidez?

Nem todo investimento oferece acesso ao dinheiro da mesma forma. Por isso, entender os diferentes tipos de liquidez é essencial para encaixar cada ativo no papel certo dentro da carteira.

Confira os níveis de liquidez abaixo:

Liquidez alta ou imediata

A liquidez alta (ou diária/imediata) é a de investimentos que podem ser resgatados rapidamente, com o dinheiro disponível no mesmo dia ou em prazo muito curto. Esse tipo de liquidez costuma ser o mais adequado para reserva de emergência e para recursos que podem ser usados a qualquer momento.

Liquidez em poucos dias úteis

Também existem investimentos com liquidez relativamente boa, mas que exigem um pequeno prazo para o resgate.

Nesses casos, o dinheiro pode levar alguns dias úteis para cair na conta. Dependendo do objetivo, isso não é um problema. Para recursos que não precisam estar disponíveis no mesmo instante, esse tipo de liquidez pode funcionar bem.

Liquidez baixa

A liquidez baixa aparece quando o investimento é mais difícil de converter em dinheiro com rapidez ou previsibilidade.

Isso pode acontecer por causa de prazos mais longos, menor facilidade de venda ou necessidade de esperar uma condição específica para sair da aplicação. Em geral, ativos com baixa liquidez exigem mais planejamento.

Liquidez apenas no vencimento

Alguns investimentos têm liquidez muito limitada ou, na prática, fazem mais sentido apenas no vencimento.

Isso significa que o melhor resultado esperado depende de manter o dinheiro aplicado até a data final combinada.

Se o investidor precisar sair antes, pode enfrentar perda de rentabilidade, oscilação de preço ou simplesmente pouca flexibilidade. Esse tipo de liquidez pode funcionar, desde que o prazo esteja muito bem alinhado ao objetivo.

⚠️ IMPORTANTE: Liquidez de mercado x liquidez de vencimento

Esse é um ponto que costuma gerar confusão. Um investimento pode até permitir venda antes do vencimento, mas isso não significa que ele ofereça a mesma segurança de resultado nesse resgate antecipado.

A liquidez de vencimento considera o retorno esperado se o investidor carregar o ativo até o fim. Já a liquidez de mercado depende das condições do momento em que ele tenta sair. Em alguns casos, isso pode significar resgatar com valor diferente do imaginado inicialmente.

Por isso, não basta saber se “dá para vender antes”. É preciso entender como essa saída funciona e se ela faz sentido para a necessidade daquele dinheiro.

Quais investimentos têm maior liquidez?

Alguns investimentos se destacam justamente pela facilidade de acesso ao dinheiro. Eles costumam ser mais usados para reserva de emergência, caixa de curto prazo ou parcelas da carteira que precisam estar disponíveis com rapidez e previsibilidade. Alguns exemplos são:

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é uma das principais referências quando o assunto é liquidez. Além de acompanhar a taxa básica de juros, ele permite resgate em dias úteis e tende a apresentar baixa oscilação em comparação com outros títulos públicos. Por isso, costuma ser uma escolha muito comum para quem busca segurança e acesso relativamente rápido aos recursos.

CDB com liquidez diária

O CDB com liquidez diária também aparece entre os investimentos mais líquidos. Como o próprio nome sugere, ele permite resgate a qualquer momento, dentro das regras da instituição financeira, o que o torna bastante útil para objetivos de curto prazo e para a parcela mais acessível da carteira.

Dependendo da taxa oferecida, pode ser uma alternativa bastante eficiente.

Fundos DI

Os fundos DI também costumam oferecer boa liquidez, além de praticidade para o investidor. Em geral, eles investem em ativos de baixo risco e acompanham de perto a dinâmica dos juros de curto prazo.

Ainda assim, é sempre importante verificar o prazo de resgate de cada fundo, porque ele pode variar entre D+0, D+1 ou mais, dependendo da estrutura do produto.

Conta remunerada

A conta remunerada é outra opção que pode oferecer liquidez muito alta, já que o dinheiro costuma ficar disponível com facilidade para movimentação. Em alguns casos, ela funciona bem como apoio ao caixa de curto prazo, especialmente para valores que precisam estar prontos para uso quase imediato.

O ponto de atenção aqui é avaliar se a remuneração oferecida realmente faz sentido em comparação com outras alternativas igualmente líquidas. Leia este artigo para saber mais!

Quais investimentos têm menor liquidez?

Nem todo investimento permite acesso rápido e simples ao dinheiro.

Alguns ativos exigem esperar até o vencimento, outros dependem das condições de mercado para serem vendidos, e há também aqueles cuja negociação pode ser mais lenta ou menos previsível.

Selecionamos aqui alguns exemplos!

CDBs com vencimento fechado

Os CDBs com vencimento fechado costumam ter liquidez menor do que os produtos com resgate diário. Em muitos casos, o investidor só consegue acessar o dinheiro no vencimento, ou então precisa aceitar regras menos flexíveis caso queira sair antes.

LCI e LCA

As LCIs e LCAs também costumam ter liquidez mais restrita. Muitas dessas aplicações exigem que o investidor carregue o título até o vencimento, o que reduz bastante a flexibilidade. Em compensação, elas podem oferecer benefícios como isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Ainda assim, essa vantagem só funciona bem quando o prazo do produto conversa com a necessidade do investidor.

Debêntures

As debêntures tendem a exigir ainda mais atenção. Mesmo quando podem ser vendidas antes do vencimento, isso normalmente depende do mercado secundário, o que significa que a saída nem sempre acontece com facilidade, rapidez ou preço favorável.

Ativos de renda variável em momentos de mercado ruins

Na teoria, ativos de renda variável como ações, ETFs e fundos imobiliários têm negociação em mercado. Mas, na prática, a liquidez deles pode se tornar mais problemática em momentos ruins.

Em cenários de estresse, o investidor até consegue vender, mas pode ser obrigado a sair em condições desfavoráveis, com preços pressionados e perda relevante de valor. Ou seja, existe liquidez de mercado, mas ela pode não ser eficiente quando você mais precisa dela.

Imóveis e ativos pouco negociados

Os imóveis são um dos exemplos mais clássicos de baixa liquidez.

Vender um imóvel costuma levar tempo, exige negociação e, em muitos casos, demanda desconto no preço para acelerar a transação. O mesmo vale para outros ativos pouco negociados. Eles podem até ter valor patrimonial, mas transformar esse valor em dinheiro disponível rapidamente nem sempre é simples.

Como equilibrar liquidez, segurança e rentabilidade na carteira?

Uma boa carteira não é a que maximiza apenas um desses elementos, mas a que encontra o equilíbrio certo entre liquidez, segurança e rentabilidade.

Parte do patrimônio precisa estar acessível, parte precisa proteger capital, e parte pode buscar mais eficiência no longo prazo.

Na prática, esse equilíbrio nasce da alocação. E, se você quer montar uma carteira mais coerente, em que cada investimento cumpra o papel certo no prazo certo, vale conhecer a assessoria da Faz Capital!

Preencha o formulário abaixo e descubra como construir uma carteira com mais equilíbrio, segurança e inteligência!

 

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O que são?

Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
Poder investir em imóveis sem imobilizar o capital.

Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.