CDB: boa rentabilidade com a segurança da Renda Fixa

Atualizado em 04 de dezembro de 2023

4 minutos de leitura

Por Redação Faz Capital

 

CDB é uma sigla bem conhecida pelos investidores, principalmente os que preferem aplicações em renda fixa, em que os rendimentos não ficam tão diretamente atrelados às oscilações do mercado financeiro. O Certificado de Depósito Bancário é um título emitido por instituições bancárias, acessível ao portfólio de qualquer investidor. O objetivo dos bancos é captar recursos para financiar suas atividades, como concessão de crédito, projetos de expansão ou pagamento de dívidas. Em troca, os investidores passam a ser credores da instituição e a receber juros por isto.

O CDB tem ainda a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esse mecanismo é uma garantia até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e também por conjunto de depósitos e investimentos por instituição ou conglomerado financeiro até o teto de R$ 1 milhão, a cada quatro anos. Enquanto tomar dinheiro emprestado de bancos costuma resultar em dor de cabeça, emprestar seus recursos a eles pode ser um ótimo negócio!

 

Investir em bancos grandes ou pequenos?

No caso dos CDBs, investir em uma grande instituição financeira não é, necessariamente, garantia de bons retornos. Pode ocorrer, inclusive, o contrário. Como explicamos acima, esse tipo de aplicação é um empréstimo do investidor aos bancos. Quanto menor a estrutura financeira do banco emissor, mais arriscado se torna o investimento. Porém, devido ao risco de inadimplência, são justamente essas instituições menores as que oferecem taxas de rendimento maiores – para compensar o risco.

Assim como em outros tipos de investimento, as aplicações com prazo de vencimento mais longo também tendem a apresentar rentabilidade mais atrativa. Como se tratam de um investimento em renda fixa, os CDBs têm prazos de vencimento bem definidos, de 30 dias a cinco anos. Existem, inclusive, investimentos desse tipo com liquidez diária – ou seja, ao solicitar o resgate, o dinheiro fica disponível na sua conta quase instantaneamente.

Porém, tanto a rentabilidade quanto o prazo de liquidação das aplicações variam conforme as condições de investimento e o porte do banco. Antes de investir, é essencial checar essas informações a fim de avaliar se elas, de fato, correspondem às suas expectativas de ganhos.

 

Quais são os tipos de investimento em CDB?

O CDB é dividido em três categorias, de acordo com o tipo de rentabilidade: prefixados, pós-fixados e híbridos. Cada opção define como e quanto o investimento vai render considerando a data de vencimento. Por isso, é fundamental entender as características dessas modalidades.

 

  • Títulos prefixados: nesse tipo de investimento, a rentabilidade do investimento se mantém estável, independente das condições do mercado. Na hora da compra, você já sabe exatamente o quanto o dinheiro vai valorizar até a data do vencimento.
  • Títulos pós-fixados: é o tipo mais comum de CDB, com a taxa de rentabilidade atrelada a algum indexador da economia. O banco emissor paga os dividendos de acordo com o índice de referência. Porém, como esses indexadores variam conforme condições do mercado ou decisões governamentais, os rendimentos também podem oscilar até a data do vencimento. Assim, antes do prazo de resgate, fica mais difícil saber exatamente o quanto o investidor vai receber. 
  • Títulos híbridos: é o tipo de CDB menos ofertado no mercado financeiro. A sua taxa de rentabilidade é composta por uma parte fixa e outra variável – esta última atrelada a  algum indexador da economia.

Existem boas opções de investimento em CDBs com aporte inicial bastante acessível.

 

As vantagens de investir em CDB

A primeira vantagem clara é a facilidade. Basta ter acesso à internet e abrir uma conta em uma instituição financeira. Todo o processo de compra é inteiramente online. O investidor escolhe o título que mais corresponde aos seus objetivos e, pronto. É só aplicar.

Outro fator que coloca o CDB em vantagem em relação a outros investimentos em renda fixa é a rentabilidade. Existem, por exemplo, títulos que pagam acima de 100% do CDI, o Certificado de Depósito Interbancário. Além da praticidade e da lucratividade, o CDB ainda oferece segurança aos investidores. Como já explicamos acima, mesmo se o emissor dos títulos for à falência, o Fundo Garantidor de Crédito cobre as aplicações até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Equilíbrio frente às oscilações do mercado

Além de ser uma boa fonte de diversificação de investimentos, o CDB é uma maneira de se manter em equilíbrio frente às oscilações do mercado. Outra vantagem é a flexibilidade em relação à liquidez. Há títulos para inúmeros objetivos, com opções inclusive de liquidação diária. Mas cuidado: exceto para os de liquidez diária, o resgate pode ser feito apenas na sua data de vencimento. Caso o investidor decida antecipar a retirada, isso vai afetar a rentabilidade do investimento.

Também é preciso ficar atento para os custos dessa modalidade de investimento. Os juros sobre títulos de CDB sofrem descontos do Imposto de Renda, com variação entre 15% e 22,5%. Quanto mais longo o prazo de vencimento, menos tributos incidem sobre a aplicação. Se o investidor optar por resgatar um CDB antes de completar 30 dias de operação, os rendimentos ainda sofrem incidência do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras.

De um modo geral, não há desvantagens em investir em CDBs. Porém, encontrar o título ideal para o seu perfil e os seus objetivos financeiros é muito mais fácil com a ajuda de especialistas no assunto. Converse com um assessor financeiro da Faz Capital e descubra como maximizar os seus rendimentos.

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