Fundos de investimento: diversificação e praticidade

Fundos de investimento

Imagine contar com um especialista para selecionar as melhores opções de investimentos, a fim de garantir os seus objetivos de rentabilidade. Esse é um dos principais atrativos dos fundos de investimento. A partir do seu perfil de investidor, você escolhe um ou mais fundos de investimento alinhados com os seus objetivos e percepção de risco para investir.

Essa é a grande diferença entre os fundos de investimento e uma carteira recomendada, por exemplo. Enquanto na carteira você recebe sugestões e pode escolher aplicar em determinados ativos, nos fundos de investimento você adquire um pacote de ativos cuja administração fica sob total responsabilidade do gestor.

No Brasil, há dois órgãos responsáveis pela fiscalização, regulamentação e classificação dos fundos de investimento: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Existem diversos tipos de fundos, com diferentes níveis de risco e rentabilidade, mas antes de avaliar qual é o melhor para você, é preciso entender melhor como funciona um fundo de investimento.

Como funciona um fundo de investimento?

Cada parte integrante de um fundo de investimento tem um papel fundamental, para que você não precise se preocupar com oscilações do mercado e possa acompanhar o seu investimento por meio de relatórios mensais. Confira as principais partes envolvidas desse mecanismo financeiro:

  • Gestor do Fundo: além de decidir em quais ações ou títulos investir, esse é o profissional responsável pela compra e venda de ativos. Nos fundos de investimento, é comum que o gestor tenha um time para ajudá-lo nesse processo. Em geral, há um grupo de especialistas financeiros cuja experiência combinada permite a utilização de estratégias mais avançadas de investimentos.
  • Administradora: é a empresa que controla tanto as cotas quanto o fluxo de caixa dos fundos de investimento. Entre as responsabilidades da administradora está a defesa dos direitos do investidor, além da divulgação de informações e relatórios. Parte do cuidado com a rotina do fundo é também garantir o cumprimento das normativas. 
  • Custodiante: é a empresa responsável pela segurança dos investimentos. Ela detém a custódia dos ativos e dos dados dos investidores de um fundo. 
  • Auditor: de acordo com as normas legais da ANBIMA, cada fundo de investimento deve contar com uma auditoria independente, cuja função é analisar demonstrações financeiras, documentos e informações importantes. Há empresas especializadas nesse serviço, que costuma ser realizado uma vez por ano a fim de prevenir fraudes e qualquer outra quebra da legislação. 
  • Distribuidor: são os bancos ou as corretoras de valores responsáveis pela ligação entre os fundos e os investidores. Nesse sentido, você pode comprar as cotas dos fundos através de um distribuidor, o qual também deve estar disponível para tirar dúvidas e encaminhar a resolução de problemas.
  • Cotas: são a menor parte de um fundo de investimento. O rendimento do investidor, assim como as taxas devidas, é proporcional ao número de cotas que ele adquire. O patrimônio total é formado pela somatória de cotas distribuídas.

Quais são os tipos de fundos de investimento? 

A versatilidade é uma marca dos fundos de investimento. Há diversos tipos, classificados de acordo com o tipo de ativos que os compõem e com a distribuição do patrimônio.

Fundos de ações:

Alocam no mínimo 67% dos seus investimentos em ações da bolsa de valores. Neste caso, existem os fundos de estratégia ativa, em que os ativos são escolhidos com base em uma análise do potencial da sua valorização; e há também os fundos de estratégia passiva, que buscam acompanhar algum índice do mercado acionário, como o IBOVESPA.

A rentabilidade desses fundos se dá através da valorização dos ativos ou do pagamento de dividendos. Existem muitas opções de fundos de ações, por isso não deixe de ler atentamente as diretrizes do fundo em que deseja investir. Assim você pode ter certeza de que o fundo se alinha ao seu perfil e aos seus objetivos.

Fundos de renda fixa:

Devem alocar, no mínimo, 80% dos seus investimentos em títulos de renda fixa.

Os fundos de renda fixa costumam atrair investidores de perfil mais conservador, pois os rendimentos constumam acompanhar as variações na taxa de juros, algum índice de preço ou ambos.

Fundos cambiais:

Devem alocar, no mínimo, 80% dos seus investimentos em ativos relacionados ao mercado cambial, como os títulos públicos de outros países. Os fundos cambiais mais comuns são baseados no dólar e no euro, com rendimentos atrelados à valorização de cada moeda.

Fundos multimercado:

Tem uma política de investimento que pode variar de acordo com a estratégia do gestor. No Brasil, essa é a classe com maior flexibilidade para escolher a alocação da carteira. Por um lado, os multimercados podem ter natureza mais agressiva e, por isso, estar mais próximo da alocação de fundos de ações. Por outro lado, eles também podem ser mais conservadores, com maior participação em papéis de renda fixa. A oportunidade de diversificação é uma marca desse tipo de fundo em que o gestor tem mais opções para decidir os investimentos.

Vantagens e desvantagens de investir em fundos de investimento

Um dos principais atrativos dos fundos de investimento é a possibilidade de diversificar a carteira de aplicações. Ainda assim, existem outras vantagens:

  • Acesso a ativos restritos: pela natureza do fundo de investimento e a sua grande capacidade de alocação financeira, o gestor consegue adquirir ativos que a pessoa física comum não conseguiria, seja por capacidade financeira ou por limitações regulamentares.
  • Praticidade e expertise: muitos investidores não têm tempo ou conhecimento suficiente para construir uma boa carteira de investimentos. Por outro lado, o fundo de investimento conta com profissionais experientes que estão em busca dos melhores ativos no mercado.

Contar com um profissional ou um grupo de especialistas financeiros pode fazer toda a diferença na hora de investir. 

Por outro lado, não recomendamos os fundos de investimento para todo o tipo de investidor. Há algumas desvantagens nessa classe de ativos e você precisa estar consciente delas antes de aplicar o seu dinheiro.

  • Zero flexibilidade: os fundos de investimento não permitem que os investidores alterem o portfólio gerido, pois apenas o gestor pode autorizar a compra ou venda de títulos no fundo. Por isso, é comum que investidores mais experientes prefiram acompanhar os relatórios de uma carteira recomendada ou escolher títulos com base em suas próprias análises.
  • Imprevisibilidade: com exceção de fundos que acompanham algum índice do mercado e podem ter algum nível de estimativa, não é possível saber qual vai ser a rentabilidade de um fundo de investimento. Isso acontece porque nem sempre os ativos investidos possuem essa previsibilidade. Além disso, o gestor precisa lidar com retiradas e aplicações constantemente e essas oscilações de compra e venda de ativos afetam a valorização das cotas do fundo.

Taxas e tributos dos fundos de investimento

Após avaliar os prós e contras de aplicar em fundos de investimento, ainda é preciso ter em mente os custos dessa modalidade. Há diferentes taxas e tributos envolvidos na aplicação em fundos:

Taxas de administração

São cobradas sobre o patrimônio total investido e geralmente são maiores ou menores dependendo da complexidade do fundo. Multimercados e ações tem a tendência de possuírem taxas maiores que fundos de renda fixa e cambiais, por exemplo.

Taxa de performance

Essa cobrança é comum quando a gestão está em busca de superar algum índice de referência do mercado. Por exemplo, é comum encontrar fundos de ações que cobram uma taxa de performance sobre a rentabilidade que for superior ao Ibovespa. Em todo caso, a taxa de performance incide sobre a diferença positiva de rentabilidade entre o fundo e o índice de referência escolhido pelo fundo.

Taxa de saída

Não é uma cobrança obrigatória, porém alguns fundos aplicam uma taxa no momento de resgate do dinheiro investido.

IOF

O imposto sobre operações financeiras é cobrado caso você resgate o dinheiro investido em menos de 30 dias após a aplicação. Apenas os fundos de ações estão isentos de IOF. 

Sistema come-cotas

Forma de cobrança do imposto de renda nos fundos de investimento. O IR é calculado a cada seis meses, relacionando o número proporcional de cotas ao valor referente ao IR devido. Essas cotas são subtraídas do número total de cotas do investidor. No caso de resgate, o IR também incide sobre os rendimentos. Assim como ocorre com o IOF, os fundos de ações também estão isentos do sistema come-cotas.

Estar ciente de todos os fatores que impactam os seus rendimentos é fundamental na hora de aplicar o seu dinheiro. Cada vez mais, os brasileiros escolhem os fundos de investimento devido à praticidade, à acessibilidade e à chance de diversificar a carteira de aplicações. Não importa se você é um investidor iniciante ou experiente, essa modalidade pode garantir grande rentabilidade.  

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