Commodities: o que são e como investir nesse mercado?

Entenda como investir em commodities, conheça os principais tipos, vantagens, riscos e como esses ativos podem ajudar na diversificação da carteira!

Commodities: o que são e como investir nesse mercado?

Commodities estão na base da economia global.

Petróleo, minério de ferro, ouro, soja, milho, café e outras matérias-primas influenciam preços, empresas, câmbio, inflação e até o desempenho de diferentes setores da Bolsa.

Para o investidor, elas podem representar uma forma de diversificação e exposição ao mercado global, mas também envolvem riscos importantes.

Neste artigo, você vai entender o que são commodities, quais são os principais tipos, por que investir nesse mercado e quais cuidados considerar antes de incluir esse tipo de ativo na carteira. Acompanha!

O que são commodities?

Commodities são produtos básicos, geralmente matérias-primas, que servem como base para a produção de outros bens e são negociados em grande escala no mercado global.

Na prática, estamos falando de itens essenciais para a economia, como petróleo, minério de ferro, ouro, soja, milho, café, açúcar, gás natural e carne bovina.

Uma característica importante das commodities é que elas tendem a ter pouca diferenciação entre produtores. Ou seja, uma saca de soja, um barril de petróleo ou uma tonelada de minério de ferro seguem padrões de qualidade e negociação que permitem sua compra e venda em mercados internacionais.

Por isso, seus preços costumam ser definidos pela relação entre oferta e demanda global. Se a demanda por petróleo aumenta e a produção não acompanha, por exemplo, o preço tende a subir. Se há uma safra recorde de determinado produto agrícola, a oferta maior pode pressionar os preços para baixo.

Além disso, commodities costumam ser influenciadas por fatores como câmbio, juros, clima, conflitos geopolíticos e decisões de grandes produtores.

Quais são os principais tipos de commodities?

As commodities podem ser divididas em diferentes grupos, de acordo com sua origem e uso na economia.

De forma geral, os principais tipos são: commodities agrícolas, commodities energéticas e commodities metálicas:

Commodities agrícolas

As commodities agrícolas são produtos ligados ao campo e à produção de alimentos, fibras e insumos agrícolas.

Entre os exemplos mais conhecidos estão soja, milho, café, açúcar, algodão, trigo e cacau.

Esses produtos costumam ser muito influenciados por fatores climáticos, safras, estoques globais, demanda internacional e custos de produção. Uma seca em regiões produtoras, por exemplo, pode reduzir a oferta de determinado produto e pressionar os preços para cima. Já uma safra recorde pode aumentar a oferta e derrubar os preços.

No caso do Brasil, as commodities agrícolas têm grande importância porque o país é um dos maiores produtores e exportadores globais de alimentos.

Commodities energéticas

As commodities energéticas são aquelas usadas como fonte de energia ou combustível para a economia.

Os principais exemplos são petróleo, gás natural, carvão, gasolina, diesel e etanol.

Esse grupo costuma ter forte relação com o crescimento econômico global. Quando a atividade econômica acelera, a demanda por energia tende a aumentar. Por outro lado, em períodos de desaceleração, o consumo pode cair, pressionando os preços.

Além disso, commodities energéticas são bastante sensíveis a conflitos geopolíticos. O preço do petróleo, por exemplo, tende a oscilar com tensões no Oriente Médio, região de maior produção energética global.

Commodities metálicas

As commodities metálicas incluem metais usados na indústria, na construção civil, na tecnologia e também como reserva de valor.

Alguns exemplos são minério de ferro, cobre, alumínio, níquel, aço, prata e ouro.

Dentro desse grupo, há uma diferença importante. Metais como minério de ferro, cobre, alumínio e níquel costumam estar mais ligados à atividade industrial e à demanda por infraestrutura e construção. Já o ouro é frequentemente tratado como um metal precioso, buscado por muitos investidores em momentos de incerteza, inflação elevada ou maior aversão ao risco.

Para o investidor brasileiro, esse grupo é especialmente relevante porque a Bolsa brasileira tem empresas com forte exposição a mineração, siderurgia e metais, como, por exemplo, a Vale.

Por que investir em commodities?

Investir em commodities pode fazer sentido para quem busca diversificar a carteira e se expor a ativos que têm dinâmica diferente de ações, renda fixa e fundos imobiliários.

Como commodities são matérias-primas essenciais para a economia global, isso significa que elas podem ter um papel estratégico dentro da carteira. Conheça 4 motivos para considerar esse investimento!

Diversificação da carteira

Uma das principais razões para investir em commodities é a diversificação.

Commodities podem se comportar de forma diferente de outros ativos da carteira. Em determinados momentos, enquanto ações, renda fixa ou fundos imobiliários passam por pressão, alguns produtos básicos podem se valorizar por causa de choques de oferta, aumento da demanda global ou mudanças no cenário internacional.

Isso não significa que commodities sempre sobem quando outros investimentos caem. Mas elas podem adicionar uma fonte diferente de risco e retorno ao portfólio, ajudando a reduzir a dependência de uma única classe de ativos.

Proteção em cenários de inflação

Commodities também costumam ser observadas em cenários de inflação, porque muitos desses produtos estão na base da cadeia produtiva.

Quando petróleo, grãos, minério, gás natural ou metais sobem, esse aumento pode se espalhar para outros preços da economia. Por isso, em alguns momentos, ativos ligados a commodities podem se beneficiar de ciclos inflacionários.

Exposição ao dólar e ao mercado global

Outro ponto importante é que muitas commodities são negociadas internacionalmente em dólar. Isso faz com que o investidor possa ter exposição indireta ao mercado global e, em alguns casos, ao câmbio.

Para o investidor brasileiro, essa característica pode ser relevante. Quando o real se desvaloriza, ativos ligados a commodities exportadas ou precificadas em dólar podem ser impactados positivamente, dependendo da estrutura do investimento.

Potencial em ciclos de crescimento econômico

Commodities também podem se beneficiar de ciclos de crescimento econômico.

Quando a economia global cresce, a demanda por energia, metais, alimentos e matérias-primas tende a aumentar. Países em processo de urbanização, industrialização ou expansão de infraestrutura costumam consumir grandes volumes de petróleo, aço, cobre, minério de ferro, grãos e outros produtos básicos.

Nesse contexto, empresas e ativos ligados a commodities podem se valorizar, especialmente quando a oferta não acompanha o ritmo da demanda.

Quais são os riscos de investir em commodities?

Investir em commodities pode ajudar na diversificação da carteira, mas também envolve riscos relevantes.

Aqui, selecionamos os principais aos quais você deve se atentar antes de adicionar esses ativos à sua carteira:

Volatilidade dos preços

O preço das commodities pode variar muito em curtos períodos.

Essa volatilidade pode gerar oportunidades, mas também perdas relevantes. Um investidor que entra em uma commodity depois de uma forte alta, por exemplo, pode sofrer se o ciclo virar e os preços começarem a cair.

Risco cambial

Muitas commodities são negociadas em dólar no mercado internacional. Por isso, o investidor brasileiro pode ficar exposto não apenas à variação do preço da commodity, mas também à oscilação do câmbio.

Se o dólar sobe, ativos ligados a commodities podem ser beneficiados em alguns casos. Mas se o dólar cai, parte do retorno pode ser reduzida ou até anulada, dependendo da estrutura do investimento.

Risco geopolítico

Commodities também são muito sensíveis a conflitos, sanções, disputas comerciais e decisões de grandes produtores – todos fatores muito comuns no mundo atual.

O petróleo, por exemplo, pode ser afetado por tensões no Oriente Médio ou decisões de países exportadores. Já metais e produtos agrícolas podem sofrer impacto de barreiras comerciais, restrições de exportação ou mudanças regulatórias.

Esses eventos podem provocar altas ou quedas bruscas nos preços, muitas vezes de forma difícil de prever.

Risco climático

O clima é um dos principais riscos para commodities agrícolas e também pode afetar energia e metais.

Secas, excesso de chuvas e outros fenômenos climáticos podem reduzir safras, prejudicar transporte, afetar estoques e pressionar preços.

Esse risco é especialmente importante porque não depende apenas de fundamentos econômicos. Mesmo uma commodity com boa demanda pode sofrer forte oscilação por causa de eventos climáticos inesperados.

Como investir em commodities na prática?

Confira abaixo algumas das principais formas de investir em commodities:

Ações de empresas produtoras

Uma forma comum de se expor a commodities é investir em ações de empresas produtoras, como companhias de petróleo, mineração, papel e celulose, proteína animal ou agronegócio.

O risco aqui é que o investidor não está exposto apenas ao preço da commodity. Ele também assume os riscos da própria empresa, como endividamento, custos operacionais e resultados financeiros.

Por exemplo, mesmo que o petróleo suba, uma empresa do setor pode ter desempenho ruim se enfrentar problemas de produção, aumento de custos ou interferência política.

ETFs ligados a commodities

ETFs podem oferecer exposição mais simples e diversificada a commodities, setores ou índices relacionados a matérias-primas.

O principal risco é que o ETF pode não acompanhar perfeitamente o preço da commodity desejada. Dependendo da estratégia, ele pode investir em contratos futuros, ações de empresas do setor ou índices específicos, cada um com riscos diferentes.

Além disso, há custos de administração que devem ser considerados.

Fundos de investimento

Fundos de investimento podem acessar commodities de forma direta ou indireta, dependendo da política do fundo. Isso pode incluir contratos futuros, ações, ETFs, ativos internacionais ou estratégias multimercado.

Porém, essa diversificação não elimina riscos, e é sempre importante analisar o histórico, a política de investimento, os riscos permitidos e o prazo recomendado de investimento no fundo.

Contratos futuros

Contratos futuros são instrumentos usados para negociar commodities como boi gordo, milho, café, soja, petróleo, ouro e dólar em datas futuras.

Eles podem ser usados por investidores mais experientes, mas envolvem risco elevado. Isso porque costumam exigir margem de garantia, podem ter ajustes diários e, em alguns casos, permitem alavancagem.

Na prática, pequenas variações no preço da commodity podem gerar ganhos ou perdas relevantes. Por isso, contratos futuros não costumam ser indicados para investidores iniciantes ou para quem não entende bem seu funcionamento.

Investimento físico

Também existe a possibilidade de investir fisicamente em algumas commodities, especialmente ouro.

Nesse caso, os riscos incluem ter o produto fisicamente em sua posse, o que dá uma sensação grande de segurança a muitos investidores.

Porém, vale mencionar que o investimento físico não gera renda por si só. O retorno depende basicamente da valorização do ativo ao longo do tempo e de sua venda futura.

Produtos de renda fixa ligados ao setor

Outra forma indireta de exposição é por meio de produtos de renda fixa ligados a empresas ou cadeias produtivas de commodities, como títulos de crédito privado relacionados ao agronegócio, energia, mineração ou infraestrutura.

Nesse caso, o risco principal não é apenas a oscilação da commodity, mas a capacidade de pagamento do emissor ou devedor. Também é preciso avaliar prazo, liquidez, garantias, estrutura da operação e risco de crédito.

Vale a pena investir em commodities?

A resposta é: depende do seu perfil, dos seus objetivos e da estratégia da sua carteira.

Commodities podem ser interessantes porque oferecem exposição a produtos essenciais para a economia mundial, como energia, alimentos e metais. Além disso, podem ajudar na diversificação, trazer alguma proteção em determinados cenários de inflação e conectar parte da carteira a movimentos globais de oferta e demanda.

Mas esse mercado também pode ser bastante volátil. Por isso, investir nesse tipo de ativo exige cuidado, análise e clareza sobre o papel que ele terá dentro da carteira.

É justamente nesse ponto que a assessoria da Faz Capital pode ajudar. Com orientação especializada, você pode construir uma carteira mais equilibrada, combinando diferentes classes de ativos, prazos e estratégias de acordo com seu perfil, seus objetivos e seu momento de vida.

abaixo, fale com um de nossos especialistas e descubra como a Faz Capital pode ajudar você a investir com mais estratégia e diversificação!

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Esperamos que você tenha gostado deste artigo, e nos vemos no próximo!

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O que são?

Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
Poder investir em imóveis sem imobilizar o capital.

Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.