Sala comercial própria ou alugada: entenda o que considerar

Entenda se vale mais a pena alugar ou comprar uma sala comercial, comparando custos, vantagens, flexibilidade, patrimônio e impacto no caixa

Alugar ou comprar uma sala comercial é uma decisão que vai muito além do valor do aluguel ou do preço do imóvel.

É preciso considerar custos mensais, financiamento, impostos, reformas e o impacto dessa escolha no caixa da empresa.

Neste artigo, você vai entender os principais custos e vantagens de cada alternativa para avaliar quando faz mais sentido alugar ou comprar uma sala comercial. Acompanha!

Quais são os custos de alugar uma sala comercial?

Alugar uma sala comercial costuma exigir um desembolso inicial menor do que comprar um imóvel, mas isso não significa que a decisão envolva apenas o valor do aluguel.

Na prática, é importante considerar o custo total da ocupação, incluindo despesas mensais, custos iniciais, reajustes e possíveis gastos de saída. Confira alguns dos principais abaixo:

Aluguel mensal

O primeiro custo é o próprio aluguel.

Esse valor precisa caber no orçamento da empresa não apenas no momento da assinatura do contrato, mas também ao longo dos próximos anos. Afinal, contratos comerciais normalmente têm reajustes periódicos, de acordo com o índice previsto no contrato, que muitas vezes é o IGP-M.

Condomínio

Em prédios comerciais, o condomínio pode representar uma parte relevante do custo total.

Ele pode incluir despesas como portaria, segurança, limpeza, elevadores, recepção, manutenção das áreas comuns, estacionamento e outros serviços do edifício. Por isso, é importante avaliar o valor do aluguel junto com o condomínio, e não separadamente.

IPTU

Em muitos contratos, o IPTU também fica sob responsabilidade do locatário.

Mesmo que o valor seja cobrado de forma parcelada, ele deve entrar no cálculo mensal da ocupação. Em regiões valorizadas ou prédios comerciais bem localizados, esse custo pode ser significativo.

Garantias locatícias

O contrato de aluguel pode exigir algum tipo de garantia, como caução ou seguro.

A caução pode imobilizar parte do caixa da empresa. Já o seguro, por exemplo, pode representar um custo adicional, sem retorno ao final do contrato. Por isso, esse ponto precisa ser considerado antes da assinatura.

Reformas e adaptações

Uma sala comercial raramente está exatamente do jeito que a empresa precisa.

Pode ser necessário investir em pintura, divisórias, mobília, equipamentos e adequações ao tipo de operação. Dependendo do caso, esse gasto pode ser alto e nem sempre será recuperado se a empresa mudar de endereço.

Multa por rescisão

Outro custo importante é a multa por saída antecipada.

Se a empresa precisar mudar antes do prazo combinado, pode haver cobrança proporcional, conforme definido no contrato. Esse ponto é especialmente relevante para negócios em crescimento, que talvez precisem trocar de espaço em poucos anos.

Quais são os custos de comprar uma sala comercial?

Comprar uma sala comercial envolve mais do que pagar o preço do imóvel.

Além do valor de compra, é preciso considerar custos de entrada, financiamento, impostos, manutenção e o capital que ficará imobilizado no imóvel.

Por isso, antes de decidir pela compra, o ideal é avaliar os custos que separamos abaixo:

Valor de compra

O primeiro custo é o próprio preço da sala comercial.

Esse valor pode variar bastante de acordo com localização, metragem, padrão do edifício, idade do imóvel, vagas de garagem, infraestrutura e potencial de valorização da região.

Lembre-se de que, mesmo quando a compra parece atrativa, é importante avaliar se o preço faz sentido em relação ao mercado e se o imóvel atende às necessidades da empresa no longo prazo.

➡️ LEIA TAMBÉM: Quanto custa comprar um imóvel na planta? (Valores e dicas)

Financiamento e juros

Quando a sala comercial é comprada com financiamento, o custo não se limita ao valor do imóvel.

É preciso considerar o custo efetivo total da operação, contabilizando os juros. Dependendo das condições do crédito, o valor pago ao final pode ser bem maior do que o preço original do imóvel.

Além disso, assumir uma dívida longa pode reduzir a flexibilidade financeira da empresa.

ITBI, escritura e registro

A compra de um imóvel também envolve custos de documentação.

Entre eles, estão o ITBI, a escritura e o registro em cartório. Esses gastos normalmente aparecem logo no início da operação e podem representar um valor relevante, especialmente em imóveis de alto nível.

Condomínio e IPTU

Mesmo sendo proprietária da sala comercial, a empresa continuará pagando despesas recorrentes, como condomínio e IPTU.

Em prédios comerciais, o condomínio pode ser alto, principalmente quando há portaria, segurança, elevadores, recepção, manutenção, estacionamento e outros serviços compartilhados.

Reformas e adequações

Depois da compra, também pode ser necessário adaptar o espaço para o uso da empresa. Como o imóvel é próprio, esses investimentos podem fazer mais sentido no longo prazo. Ainda assim, representam desembolso imediato e precisam ser considerados na conta.

Custo de oportunidade

Um dos custos mais importantes, e muitas vezes ignorado, é o custo de oportunidade.

Ao usar dinheiro para comprar uma sala comercial, esse capital deixa de estar disponível para outras finalidades, como investir no crescimento da empresa, manter liquidez, aplicar no mercado financeiro ou aproveitar oportunidades futuras.

Por isso, a pergunta não deve ser apenas “quanto custa comprar?”, mas também “quanto esse dinheiro poderia render ou gerar se fosse usado de outra forma?”.

Quais são as vantagens de alugar sala comercial?

Alugar uma sala comercial pode trazer muitas vantagens, como:

Menor desembolso inicial

Mesmo considerando caução, seguro, reformas e adaptações, o valor necessário para começar tende a ser bem menor do que a entrada ou o pagamento à vista de uma sala comercial.

Mais flexibilidade para mudar

O aluguel também oferece mais flexibilidade.

Se a empresa crescer, reduzir equipe, mudar de região ou perceber que aquele ponto comercial não faz mais sentido, é possível buscar outro imóvel ao fim do contrato ou negociar uma saída.

Preservação do caixa da empresa

Ao alugar, a empresa evita imobilizar uma grande quantia em um imóvel.

Isso pode ajudar a preservar liquidez e manter o caixa disponível para necessidades do próprio negócio. Em muitos casos, ter dinheiro disponível pode ser mais importante do que ter um imóvel próprio.

Afinal, uma empresa pode precisar de capital para contratar, investir em equipamentos, reforçar capital de giro ou atravessar períodos de menor receita.

Menor responsabilidade com o imóvel

Em uma sala alugada, parte das responsabilidades estruturais pode ficar com o proprietário, dependendo do contrato.

Isso pode reduzir preocupações com grandes reformas, problemas estruturais ou custos extraordinários ligados ao imóvel.

Ainda assim, é importante analisar o contrato para entender exatamente o que cabe ao locador e o que cabe ao locatário.

Quais são as vantagens de comprar sala comercial?

Comprar uma sala comercial pode fazer sentido para empresas ou profissionais que buscam estabilidade, previsibilidade e construção de patrimônio no longo prazo.

Confira algumas vantagens dessa decisão:

Construção de patrimônio

Uma das principais vantagens de comprar uma sala comercial é que o dinheiro deixa de ser apenas uma despesa mensal e passa a ser direcionado para a aquisição de um ativo.

Ao longo do tempo, o imóvel pode compor o patrimônio da empresa ou do proprietário, funcionando como uma reserva patrimonial. Isso pode ser interessante para quem pensa no longo prazo e deseja transformar parte dos recursos em um bem físico.

Maior estabilidade para a operação

A sala própria também pode trazer mais estabilidade.

Quando a empresa depende muito de localização ter um imóvel próprio reduz o risco de precisar mudar por decisão do proprietário, reajustes elevados ou fim do contrato de aluguel.

Mais liberdade para adaptar o espaço

Ao comprar a sala comercial, o proprietário tende a ter mais liberdade para fazer reformas, melhorias e adaptações no imóvel.

Isso pode permitir uma personalização maior do espaço, com layout, acabamento, identidade visual, infraestrutura e instalações pensadas para a operação da empresa.

Possível valorização do imóvel

Outra vantagem é a possibilidade de valorização da sala comercial ao longo do tempo.

Se o imóvel estiver em uma boa localização, em uma região com demanda e em um edifício bem administrado, ele pode ganhar valor no longo prazo. Além disso, caso a empresa deixe de usar o espaço no futuro, existe a possibilidade de vender ou alugar a sala para terceiros.

Menor exposição a reajustes de aluguel

Ao comprar uma sala comercial, a empresa deixa de depender dos reajustes periódicos de aluguel definidos em contrato.

Isso pode trazer mais previsibilidade para o planejamento financeiro, especialmente em regiões onde os aluguéis sobem bastante ou onde há pouca oferta de imóveis adequados.

Quando vale a pena alugar uma sala comercial?

Alugar uma sala comercial costuma valer mais a pena quando a empresa precisa de flexibilidade, quer preservar caixa e ainda não tem certeza se aquele espaço será adequado no longo prazo.

Esse pode ser o caso de negócios em crescimento, profissionais que estão começando, empresas que ainda estão testando localização ou operações que podem mudar de tamanho nos próximos anos. Nesses cenários, comprar um imóvel pode prender capital demais em uma decisão que talvez precise ser revista depois.

O aluguel também pode fazer sentido quando o dinheiro que seria usado na compra tem um uso melhor dentro da própria empresa. Em vez de imobilizar capital em um imóvel, o empreendedor pode investir em equipe, tecnologia, marketing, estoque, equipamentos ou capital de giro.

Quando vale a pena comprar uma sala comercial?

Comprar uma sala comercial costuma valer mais a pena quando a empresa já tem uma operação estável, sabe que pretende permanecer naquele endereço por muitos anos e possui capital suficiente para fazer a compra sem comprometer o caixa.

Outro cenário em que a compra pode fazer sentido é quando o objetivo também envolve a construção de patrimônio. Em vez de pagar aluguel todos os meses, parte do capital passa a estar direcionada para um ativo próprio, que pode se valorizar ou gerar renda no futuro caso seja alugado para terceiros.

Esperamos que você tenha gostado deste artigo, e nos vemos no próximo!

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O que são?

Um fundo de investimento é uma aplicação financeira que reúne recursos de diversos investidores, com o objetivo de investir esse capital em um conjunto diversificado de ativos financeiros. Esses ativos podem incluir ações, títulos de dívida, imóveis, moedas estrangeiras, entre outros.

A administração e a gestão do fundo são feitas por um gestor profissional, que toma decisões de investimento visando maximizar os rendimentos e minimizar os riscos para os participantes.

Por que investir?

01. Gestor profissional
Contratação dos serviços de um gestor profissional para rentabilizar investimentos.

02. Baixo custo de operação
Baixo custo de operação de investimentos.

03. Estratégias avançadas
Acesso a uma infinidade de estratégias.

Pra quem?

Por englobarem todas as possibilidades de estratégias do mercado financeiro, são indicados para todos os tipos de investidores.

O que varia serão os perfis de risco dos fundos que comporão a carteira conforme as necessidades, expectativas e possibilidades de cada investidor.

O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma 100% online. Lançado em 2002, surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos.

Além de acessível e de apresentar muitas opções de investimento, tem uma boa rentabilidade e liquidez diária, sendo a aplicação de menor risco do mercado.

Por que investir?

01. Segurança
Ativos 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

02. Variedade
Opções conforme os seus objetivos.

03. Fácil acesso
Não é preciso um aporte muito grande para começar

Pra quem?

Na verdade, o Tesouro Direto é indicado para todos os investidores.

Como os demais ativos de renda fixa, até mesmo os investidores mais arrojados podem utilizar os títulos do Tesouro Nacional para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

O que são?

Ações representam uma pequena parte na sociedade de uma grande empresa. Ao adquirir uma, você se torna sócio daquele negócio e recebe os proventos proporcionais à sua participação.

Ao deter esses papeis, o investidor passa a receber dois tipos de pagamentos: dividendos e juros sobre capital próprio. Os valores dependem do lucro gerado pela empresa.

Por que investir?

01. Longo prazo
Rendimentos esperados maiores em prazos longos, frente à baixa rentabilidade atual dos ativos de menor risco.

02. Renda Recorrente
Possibilidade de obtenção de renda recorrente, através de dividendos e juros sobre capital próprio.

03. Diversificação
Possibilidade de construir um portfólio com variados níveis de risco e volatilidade e adaptar rapidamente a carteira em caso de mudanças no mercado.

Pra quem?

Ações são indicadas para quem tem perspectiva de retornos de médio e longo prazo e tem maturidade para entender que quedas são naturais e que é necessário ter um acompanhamento constante do portfólio, seja pelo próprio investidor ou por um assessor profissional.

Ao contrário do senso comum, ações não são apenas para investidores agressivos e arrojados – carteiras de perfil moderado também podem fazer uso delas. O mercado de capitais é muito vasto e é versátil, sendo possível elaborar composições variadas de ações.

O que são?

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são fundos que captam recursos de investidores e procuram obter rentabilidade no mercado imobiliário.

Isso é feito através de incorporação de empreendimentos, compra de lajes de corporativas, residências e galpões logísticos para aluguel ou até mesmo compra e venda de direitos de crédito e dívidas do setor.

Por que investir?

01. Isento de Imposto de Renda
Recebimento de renda mensal, isenta de imposto de renda.

02. Renda mensal
Possibilidade de investir em imóveis sem precisar administrá-los.

03. Não imobilização do patrimônio
Poder investir em imóveis sem imobilizar o capital.

Pra quem?

Os FIIs são indicados para quem deseja obter renda mensal a partir de seus investimentos e para quem pretende investir em imóveis a partir de pequenos valores.

Uma de suas principais características é que eles precisam distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos rendimentos recebidos em sua operação todos os meses, o que faz com que sejam um excelente ativo para obtenção de renda recorrente.

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O que é?

Ativos de renda fixa são aqueles cujas regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição. Na hora de investir, você já se sabe quais são o prazo e o critério de remuneração do ativo.

Os principais investimentos desta classe são CDBs, CRAs e CRIs, as LCAs e as LCIs, debêntures e títulos do Tesouro Nacional.

Por que investir?

01. Segurança
As regras de rendimento são definidas antes de sua aquisição.

02. Previsibilidade
Na hora de investir, já se sabe o prazo e o critério de remuneração do ativo.

03. Variedade de ativos
As opções permitem a diversificação de estratégias.

Pra quem?

Apesar de serem ativos conservadores, são indicados para todos os investidores. Para aqueles que priorizam a segurança do capital e preferem retornos mais estáveis, a renda fixa é uma ótima escolha. Ela garante que o investidor não será surpreendido por grandes oscilações no valor do investimento.

Mesmo aqueles mais arrojados podem utilizar a renda fixa para sua reserva de emergência e para buscar maiores rentabilidades no mercado secundário.

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